
Presidente busca proteger o Salão Oval e a Sala do Gabinete de futuras alterações estruturais após reformas pessoais.
O presidente Donald Trump assinou uma proclamação para designar o Salão Oval e a Sala do Gabinete como monumentos nacionais, visando impedir futuras alterações estruturais nos espaços que ele reformou com decoração dourada.
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A Casa Branca já possui a designação de Marco Histórico Nacional. Trump realizou reformas significativas no Salão Oval, incorporando um estilo decorativo semelhante ao de sua propriedade em Mar a Lago.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quinta-feira (5) uma proclamação que busca designar como monumentos nacionais o Salão Oval e a adjacente Sala do Gabinete, mantendo o foco em seus projetos de reforma da Casa Branca enquanto o Partido Republicano tenta se recuperar do revés sofrido nas eleições de meio de mandato.
Em um pronunciamento no Salão Oval, Trump disse que enviaria ao Congresso um pedido para conceder as designações federais aos espaços do Executivo, que, segundo ele, foram palcos de "grandes vitórias".
O anúncio reforçou a preocupação pública de Trump com a remodelação da Casa Branca, praticamente excluindo qualquer discussão espontânea sobre a eleição ou sobre como pretende avançar com sua agenda, agora que um Congresso democrata deverá confrontá-lo de forma incisiva.
Na quarta-feira (4), em sua primeira aparição pública após a derrota eleitoral avassaladora para o Partido Democrata, ele visitou o canteiro de obras do salão de baile da Casa Branca.
Na quinta-feira, Trump, que fez mudanças significativas na aparência do Salão Oval e da Sala do Gabinete, pareceu tentar preservá-los, em grande medida, tal como estão, sob a designação de Monumento Nacional do Salão Oval.
Ele afirmou que a nova designação proibiria qualquer pessoa de demolir o Salão Oval, mudar seu formato ou fazer quaisquer outras alterações "significativas" sem a aprovação do Congresso. Foi menos enfático sobre quais mudanças pretendia impedir na Sala do Gabinete. Mas afirmou que ela havia sido "muito modernizada e ficou realmente bonita".
"Quando tudo estiver concluído e finalizarmos toda a documentação, com força de lei, será impossível para qualquer pessoa destruir um dia este espaço incrível", disse o republicano sobre as salas.
Caso o Congresso não tome nenhuma medida, porém, não está claro como uma proclamação assinada por um presidente não poderia simplesmente ser revisada por outro.
Trump, que afirmou em uma entrevista recente à revista Time que o Serviço Secreto havia sugerido que o Salão Oval fosse derrubado e reconstruído, não explicou o que motivou a proclamação, além de sua afinidade pelo recinto.
"Gostamos do Salão Oval, e ele é um símbolo, assim como a própria Casa Branca", disse Trump. "É um símbolo do nosso país e da grandeza do nosso país."
Mas, em seu segundo mandato, Trump transformou em prioridade remodelar o Salão Oval para que seja um símbolo de sua Presidência e um reflexo de suas propriedades particulares.
Ele transformou o espaço de trabalho presidencial para reproduzir o estilo triunfal de Luís 14, tema também presente em Mar a Lago, seu clube na Flórida. O gabinete foi tomado por uma decoração dourada, incluindo apliques folheados a ouro que ele próprio colou às paredes com supercola.
Questionado na quinta-feira se o próximo presidente poderia remover suas decorações douradas, Trump respondeu: "Pode fazer o que quiser, desde que faça com cuidado".
Durante a visita ao canteiro de obras do salão de baile, na quarta-feira, Trump discorreu sobre os lustres e o mármore que em breve adornariam o espaço. (Os lustres voltaram a ser mencionados durante sua fala no Salão Oval nesta quinta-feira.) Ele também citou seus outros projetos, como o novo heliponto no Gramado Sul.
O apreço de Trump pela preservação não se estendeu a outras partes da Casa Branca, que já é designada Marco Histórico Nacional. No outono passado, Trump demoliu a Ala Leste —depois de prometer que não faria isso— para abrir espaço para a construção de seu salão de baile de 90 mil pés quadrados.
Com base no que Trump descreveu nesta quinta-feira, ele buscava garantir que seus lugares favoritos na Ala Oeste não tivessem o mesmo destino.
"Eu simplesmente achei muito importante que ninguém pudesse entrar aqui, derrubar tudo e tentar fazer alguma coisa, porque, de vez em quando, alguém olha e diz: ‘Ah, talvez o que a gente faça seja colocar um vidro um pouco melhor ou algo assim’", afirmou. "E eu digo: ‘Não, vocês não vão fazer nada’."
E acrescentou: "E, se alguém algum dia decidir vir aqui e começar a derrubar paredes, vocês me liguem, onde quer que eu esteja, e eu voltarei aqui para garantir que isso nunca aconteça".
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Envio de pedido ao Congresso para designação federal dos espaços.
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