UFMT paralisa curso de Jornalismo por atraso na aprovação do novo PPC
Quick Look
- Estudantes e professores da UFMT paralisaram as atividades do curso de Jornalismo em 8 de setembro devido à demora na aprovação do novo Projeto Pedagógico do Curso (PPC), que inclui a obrigatoriedade de inglês e espanhol.
- A paralisação foi aprovada com 46 votos favoráveis, quatro contrários e nenhuma abstenção.
- O Colegiado de Jornalismo reivindica o encaminhamento do PPC ao Consepe para votação, enquanto a PROEG afirma que o processo segue o trâmite institucional sem prejuízo aos estudantes e que o PPC vigente não tem prazo de validade.
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Why It Matters
O curso de Jornalismo da UFMT está em processo de atualização do Projeto Pedagógico do Curso (PPC), que inclui a proposta de tornar inglês e espanhol disciplinas obrigatórias na nova matriz curricular a partir de 2027. A mudança busca adequar o curso às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Jornalismo.
Em nota, a UFMT, por meio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG), informou que o PPC atualmente vigente não possui prazo de validade e que o processo segue seu trâmite institucional, sem prejuízo aos estudantes, mas não informou uma previsão para a conclusão da tramitação (leia a nota na íntegra no fim da reportagem).
Segundo o Colegiado de jornalismo, a demora na aprovação do novo projeto pode afetar o cumprimento do prazo previsto para a conclusão da graduação dos estudantes. A paralisação foi aprovada durante assembleia realizada em 8 de setembro, com 46 votos favoráveis, quatro contrários e nenhuma abstenção, que reuniu docentes e estudantes.
O movimento reivindica que a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG) encaminhe o novo PPC para análise e votação no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). A proposta precisa avançar para que a nova matriz curricular possa ser implantada a partir de 2027.
Na manhã desta quarta-feira (23), estudantes e professores se reuniram no saguão da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA), no campus Cuiabá, para discutir o tema, fazer cartazes e organizar um ato na porta da reitoria para reivindicar um encontro para tratar do tema. Na ocasião, também foi assinado um documento coletivo reunindo os pontos que precisam ser discutidos.
Durante o período de paralisação, o Colegiado de Jornalismo informou que os estudantes não devem ter prejuízo em relação aos conteúdos das disciplinas atualmente ofertadas.
Um dos pontos que ainda envolvem a tramitação do projeto é a previsão de inglês e espanhol como disciplinas obrigatórias na nova matriz curricular. Conforme informações apresentadas pelo curso, a Pró-Reitoria considera necessária a inclusão dos componentes para adequação às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Jornalismo.
O Colegiado de Jornalismo tem posicionamento contrário à obrigatoriedade. Mesmo assim, em dezembro de 2025, o curso procurou o Instituto de Linguagens (IL) para solicitar a indicação de professores que pudessem atender à demanda. De acordo com o curso, a solicitação não foi atendida por falta de disponibilidade de docentes.
Em seguida, a PROEG voltou a consultar o Instituto de Linguagens sobre a possibilidade de oferta das disciplinas. A nova consulta gerou questionamentos entre professores e estudantes, que defendem que o PPC seja encaminhado ao Consepe para dar continuidade à tramitação.
Como parte da discussão, o curso de Jornalismo realizou um levantamento sobre a oferta de idiomas em 27 instituições públicas de ensino superior, sendo 26 federais e uma estadual. De acordo com os dados apresentados pelo curso, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é a única das instituições consultadas que mantém inglês e espanhol como disciplinas obrigatórias na graduação em Jornalismo.
Na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp) apenas o inglês aparece como obrigatório. Nas demais instituições analisadas, os idiomas são ofertados em diferentes formatos, como disciplinas optativas, atividades complementares ou extensão.
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG), informa que a proposta de reestruturação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Jornalismo seguiu o trâmite nas instâncias competentes da Universidade, conforme o fluxo institucional previsto para esse tipo de processo.
Em fevereiro de 2026, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) analisou a proposta e determinou a realização de adequações antes da continuidade de sua tramitação. As providências necessárias estão sendo conduzidas pelas instâncias acadêmicas responsáveis.
A PROEG esclarece ainda que o PPC vigente não possui prazo de validade. Dessa forma, sua atualização não implica a interrupção da oferta do curso nem compromete, por si só, a conclusão dos estudantes que estão em fase de integralização curricular.
A PROEG considera ainda reestruturação do PPC pertinente e necessária para a atualização da formação acadêmica, em consonância com os marcos regulatórios vigentes e com as transformações do campo profissional do Jornalismo. O processo segue, portanto, seu trâmite institucional, sem prejuízo aos estudantes.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O PPC será encaminhado ao Consepe para análise e votação após as adequações solicitadas em fevereiro de 2026.
Likely · Within weeks
A paralisação das atividades do curso de Jornalismo será suspensa caso o PPC avance no Consepe.
Possible · Within days
Open Questions
- Quando o PPC será finalmente encaminhado ao Consepe para votação?
- Quais são as adequações específicas exigidas pelo Consepe em fevereiro de 2026?
- Há previsão de nova data para a implantação da nova matriz curricular?
- Quais são os argumentos técnicos da PROEG contra a obrigatoriedade de inglês e espanhol?







