Vereador e cabo da PM perseguem e prendem homem que tentava matar a ex-mulher, em Goiás
Homem foi baleado na perna após tentar arrombar casa onde estavam três crianças, incluindo um bebê de oito meses, segundo o parlamentar.
Quick Look
- O vereador e policial militar Sargento Novandir participou da prisão de um suspeito de tentar matar a ex-companheira em Goiânia.
- O homem foi baleado na perna após tentar arrombar uma casa com três crianças na noite de quarta-feira (14).
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Why It Matters
O suspeito possuía medida protetiva e passou a ameaçar a ex-companheira após recusa em reatar o relacionamento.
O vereador por Goiânia e policial militar Sargento Novandir (Democrata) participou da prisão de um homem suspeito de tentar matar a ex-companheira, em Goiânia. O caso aconteceu na noite de quarta-feira (14), no Jardim Guanabara. Segundo o parlamentar, o homem foi perseguido e baleado na perna antes de ser preso com a ajuda de um cabo da Polícia Militar (PM). Um vídeo compartilhado por Novandir mostra a ação.
De acordo com Novandir, a mulher tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, que teria passado a ameaçá-la com uma faca depois que ela se recusou a reatar o relacionamento.
Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, na quinta-feira (15), o vereador contou que foi procurado por moradores que relataram que o homem tentava arrombar a residência da ex-companheira. Segundo ele, três crianças estavam no imóvel, incluindo um bebê de oito meses.
O g1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito. Ele foi levado à delegacia por policiais militares que atenderam à ocorrência. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dele.
Crianças pediram socorro dentro da casa
Segundo Novandir, a mulher buscou abrigo na casa de uma amiga, que mora nas proximidades. Antes de procurarem o vereador, os moradores também teriam acionado a central da Polícia Militar. Como chegou primeiro ao local, o parlamentar afirmou que fez buscas na região e encontrou o suspeito tentando entrar à força na casa.
“E nós conseguimos abordar ele tentando arrombar a porta da casa da mulher. Ela não estava no local, porém lá tinha três crianças, uma de colo de oito meses gritando, pedindo socorro. E quando eu abordei esse bandido, ele não obedecia a minha determinação para que ele colocasse a mão na cabeça e deitasse no chão”, disse.
Diante da recusa do suspeito em obedecer às ordens, Novandir afirmou que precisou usar a arma de fogo para imobilizá-lo.
“Foi necessário eu efetuar um disparo de arma de fogo na perna dele, onde ele foi alvejado e reduziu a reação. Ele deitou no chão e nós demos voz de prisão e conduzimos”, relatou.
Vereador diz que agiu dentro da legalidade
Ainda na tribuna, ao rebater questionamentos sobre a abordagem, o parlamentar afirmou que agiu dentro dos limites da lei e que só atua em situações de legítima defesa própria ou de terceiros.
“Primeiro que eu trabalho dentro da legalidade. E só vou agir em legítima defesa minha e de terceiros. Mas esse bandido, tendo em vista que ele é muito perigoso, se perguntasse para mim: 'Qual que era seu desejo? Levar ele preso baleado ou ele dentro do cubículo do IML?' Eu queria ele dentro do cubículo do IML. Sabe por qual motivo? Aquela mãe tem três filhas e esse bandido rapidamente vai sair da cadeia e a vida da família vai ser colocada em risco”, declarou.
Novandir também afirmou que sentiu ter cumprido seu dever ao intervir na ocorrência, apesar do risco que, segundo ele, enfrentou.
“Ontem à noite, eu coloquei a minha vida em risco. Só que hoje eu venho nessa tribuna com a sensação do dever cumprido. Ontem um indivíduo tentou matar uma mulher com uma faca e essa mulher correu para uma casa e a dona da casa me ligou. De imediato eu desloquei para lá”, afirmou.
Trajetória na política e na Polícia Militar
Novandir foi reeleito vereador por Goiânia em 2024. Em 2026, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), mas não conseguiu se eleger.
Na Polícia Militar de Goiás, ele atuou por nove anos no Grupamento de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro) e por seis anos no Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPMChoque).
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Encaminhamento do caso para delegacia e investigações adicionais
Very likely · Within days
Open Questions
- Qual é o estado de saúde atual do suspeito?
- Qual será o posicionamento oficial da defesa do suspeito?





