VÍDEO: moradores precisam usar barcos após cheia de rios alagar casas e ruas na fronteira entre Brasil e Paraguai
Fortes chuvas no fim de semana forçaram centenas de famílias a deixarem suas casas na região de fronteira entre Brasil e Paraguai.
Quick Look
- Fortes chuvas provocaram a cheia dos rios Paraná e Iguaçu, causando alagamentos em Foz do Iguaçu (Brasil) e Ciudad del Este (Paraguai).
- Centenas de famílias foram desalojadas e equipes de emergência atuam no resgate e assistência aos moradores.
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Why It Matters
Fortes chuvas no fim de semana elevaram o nível dos rios Paraná e Iguaçu, afetando áreas urbanas na fronteira Brasil-Paraguai.
A cheia dos rios Paraná e Iguaçu provocou alagamentos em casas e ruas na região de fronteira entre Brasil e Paraguai, após as fortes chuvas do fim de semana. Em Cidade do Leste, no Paraguai, centenas de famílias foram afetadas e moradores precisaram usar barcos para se deslocar pelas áreas inundadas.
Do lado brasileiro, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, residências também foram alagadas e famílias tiveram que deixar suas casas.
Imagens gravadas nas ruas de Cidade do Leste mostram a dimensão da cheia. Um barco navega entre casas cercadas pela água, em uma região onde ruas ficaram completamente alagadas.
Os bairros San Rafael e San Agustín estão entre os mais afetados da cidade paraguaia. Segundo o levantamento informado pela prefeitura, 185 famílias precisaram deixar suas casas nas duas localidades. Elas foram encaminhadas para albergues municipais e escolas.
Em Foz do Iguaçu, nove pessoas ficaram desabrigadas e 16 desalojadas, conforme o balanço divulgado pela Defesa Civil na segunda-feira (12). A cidade registrou até 170 milímetros de chuva em menos de 24 horas.
A elevação do nível dos rios também atingiu instalações próximas às margens, enquanto equipes de emergência dos dois países acompanham a situação.
Além dos bairros San Rafael e San Agustín, outras regiões de Ciudad del Este e arredores foram atingidas pelos alagamentos. Conforme o levantamento informado à reportagem, 50 famílias foram afetadas em Remansito, 70 no bairro Fátima e outras 50 no assentamento 8 de Diciembre, na região do Km 9 Monday.
Equipes de atendimento atuam na retirada de pertences e no transporte de moradores para locais seguros. Os trabalhos contam com o apoio de órgãos de emergência, militares e voluntários. A Itaipu Binacional informou que acompanha o avanço da cheia e auxilia nas ações de atendimento às famílias atingidas no Paraguai.
Do lado brasileiro, as fortes chuvas também provocaram transtornos em diferentes bairros de Foz do Iguaçu. Segundo a Defesa Civil, o município registrou 170 milímetros de chuva na região norte até as 18h de segunda-feira (12). Na região leste, o acumulado chegou a 142 milímetros e, na região sul, a 102 milímetros. Os dados são do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Na região da ocupação Bubas, cinco residências foram alagadas no fim da Rua Castanha do Pará. Uma família foi para a casa de parentes e outra buscou abrigo com amigos. Duas famílias decidiram permanecer nos imóveis, apesar da oferta de assistência. Outra família, formada por três pessoas, foi encaminhada para uma casa de passagem da prefeitura. Uma residência próxima ao Residencial Lagoa Dourada também foi atingida. Seis moradores precisaram ser acolhidos pela assistência social.
Os temporais também provocaram alagamentos em ruas do Jardim Ipanema, Bourbon, Jardim Morenitas e Jardim das Flores, além do cruzamento da Avenida Felipe Wandscheer com a Rua Itaboraí. Equipes da Secretaria Municipal de Obras foram mobilizadas para acompanhar as ocorrências.
Além dos alagamentos causados diretamente pela chuva, a elevação dos rios Paraná e Iguaçu preocupa moradores e empresas instaladas próximas às margens. Na tarde de segunda-feira (12), o Rio Paraná atingiu 116,13 metros acima do nível do mar na estação de medição da Ponte da Amizade, segundo a Itaipu Binacional. No bairro Porto Meira, a água chegou às instalações de uma empresa de extração de areia. No Cataratas Iate Clube, o nível do rio também alcançou os quiosques. Segundo Itaipu, as residências da região do Porto Meira começam a ser afetadas quando o Rio Paraná atinge a cota de 119 metros acima do nível do mar. Até o último boletim, as previsões não indicavam que a água chegaria a esse patamar. A Defesa Civil intensificou o monitoramento e orienta moradores e empresas de áreas próximas aos rios a adotarem medidas preventivas.
Open Questions
- Qual a previsão de normalização do nível dos rios?
- Haverá necessidade de evacuações adicionais?







