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Vítima de violência doméstica usa prontuário médico para pedir ajuda em Ibiporã
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G11 hour agoCrime2 min readBrazil

Vítima de violência doméstica usa prontuário médico para pedir ajuda em Ibiporã

Quick Look

  • Uma mulher em Ibiporã, no Norte do Paraná, escreveu um bilhete no prontuário médico durante uma consulta para denunciar violência doméstica sofrida pelo companheiro, relatando medo pela vida dela e da filha enteada.
  • Ela foi atendida no Hospital Cristo Rei, onde a enfermeira acionou a polícia, levando à prisão em flagrante do agressor.
  • A vítima contou que sofria agressões há pelo menos nove meses, incluindo lesões corporais, ameaças, cárcere privado e controle de seus contatos.

AI-generated summary

Why It Matters

A vítima relatou que estava em um relacionamento há cerca de um ano com o agressor, e que após três meses ele começou a se tornar violento, cometendo agressões psicológicas e físicas. Ela também mencionou que era vítima de cárcere privado, não podendo sair da propriedade onde moravam, e que o agressor controlava seus contatos com familiares e outras pessoas.

Font size

A mulher que usou o prontuário médico para conseguir pedir ajuda e denunciar que havia sofrido violência doméstica durante uma consulta em Ibiporã, no Norte do Paraná, relatou o medo que sentia pela vida dela e da filha – enteada do agressor.

"Eu estava com muito medo, muito medo, muito medo, porque onde eu moro é um fim de mundo. Não tinha como eu pedir socorro, não tinha como eu falar nada. E eu tinha medo por causa da minha filha, porque é só mato"

"Ele fala que mulher que debate com homem tem que apanhar. Aí eu debatia com ele, ele falava assim: 'Vou contar até três: um, dois, três'. Se eu continuasse falando, ele me castigava e me batia. Eu ficava quieta para ele não me 'judiar', porque a menina estava do lado, para ela não escutar, porque eu estava temendo a minha vida e a dela", detalhou a vítima.

Na manhã de quinta-feira (27), a mulher disse ao homem que estava sentindo dores e pediu que ele a levasse para o hospital. No local, ela escreveu o bilhete e entregou à enfermeira que realizava o atendimento. A profissional acionou a polícia e o homem foi preso em flagrante enquanto aguardava na recepção.

"Por favor não deixe meu marido entrar na consulta. Socorro...", dizia o bilhete.

Pedido de ajuda foi escrito em prontuário. — Foto: Reprodução

De acordo com o delegado Vitor Dutra, a mulher buscou o pronto-socorro do Hospital Cristo Rei com lesões, "emocionalmente abalada" e demonstrando "intenso medo do companheiro".

"Ela olhou para minha cara e falei assim: 'Acho que eu assinei um papel errado aí, né?'. Daí ela falou assim: 'Pode entrar aqui que a gente já vai consultar', mas ela me entendeu", relatou a vítima.

O g1 optou por não identificar o agressor a fim de proteger a identidade da vítima.

Ele responde pelos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. O advogado Eloir Rodrigues, responsável pela defesa do agressor, afirmou que vai "apresentar a defesa dele nos autos, analisando o contexto probatório da acusação que pesa contra o cliente, e apresentando a defesa técnica dele, respeitando o contraditório e a ampla defesa".

LEIA TAMBÉM:

Vítima sofria agressões há pelo menos 9 meses

À polícia, a vítima relatou que tinha um relacionamento com o homem há cerca de um ano. Depois de três meses de relacionamento, ele começou a ficar violento e a cometer violências psicológicas e físicas contra ela.

A vítima relatou ainda que era vítima de cárcere privado, não podia sair da propriedade em que morava com o agressor, e que ele controlava qualquer contato que ela tinha com outras pessoas, como familiares.

"Esse ano que eu fiquei com ele, ele já me agrediu algumas vezes. Ele já bateu na minha cabeça um monte de vezes, me deu vários murros. E eu pedi para ele parar, porque eu estava sentindo que estava desmaiando. Outra vez, ele me deu um tapa forte na boca, que eu fiquei com hematoma. E um hematoma no pescoço também, quando ele me enforcou", detalhou a vítima.

A Justiça concedeu à vítima uma medida protetiva de urgência contra o homem, que segue preso.

De acordo com a polícia, o homem possui histórico de agressões contra outra ex-companheira, em São Jerônimo da Serra.

Violência contra a mulher — Foto: Nino Caré/Pexels

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What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • O agressor será submetido a audiência de custódia e terá seus crimes de lesão corporal e ameaça julgados na Justiça.

    Very likely · Within days

  • A medida protetiva de urgência concedida à vítima será seguida de outras providências protetivas de longo prazo.

    Likely · Within weeks

Open Questions

  • Qual é a idade da vítima e da filha enteada?
  • O agressor terá direito a audiência de custódia?
  • Existem outros casos de violência envolvendo o agressor além da ex-companheira em São Jerônimo da Serra?
  • A medida protetiva de urgência será seguida de outras providências protetivas?

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This article was originally published by G1.

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