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Adolescentes franceses fazem mais um dia de protestos sobre escolas
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Agência Brasil Internacional2 hours agoEducation2 min readBrazilView translation

Adolescentes franceses fazem mais um dia de protestos sobre escolas

Ativista sueca manifesta solidariedade a estudantes franceses que denunciam falta de professores e degradação das instalações escolares.

Quick Look

  • Greta Thunberg participou de protesto estudantil em Paris nesta terça-feira.
  • Alunos franceses realizam greves e bloqueios há quatro semanas contra a precariedade das escolas, enfrentando repressão policial em um cenário de crescente tensão política.

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Why It Matters

O movimento estudantil francês dura quatro semanas, protestando contra a falta de professores e a degradação das escolas. O cenário político é marcado pela proximidade das eleições presidenciais.

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A ativista sueca Greta Thunberg participou de manifestação em frente a uma escola de ensino médio em um bairro popular de Paris nesta terça-feira (13), enquanto alunos franceses saíam às ruas para mais um dia de protestos contra as más condições dos prédios escolares.

Em sua quarta semana, o movimento nacional visa chamar a atenção para a falta de professores, as salas de aula superlotadas e o estado de degradação das instalações e tem envolvido marchas, bloqueios de centenas de escolas e, em alguns casos, confrontos com a polícia.

Os alunos se aglomeraram em frente às portas de várias escolas em Paris e em outras cidades nas primeiras horas da manhã, empunhando cartazes e megafones e entoando slogans. Marchas foram planejadas para o final do dia.

O ministro da Educação, Edouard Geffray, disse à Rádio França Internacional que cerca de 200 escolas estavam fechadas, acrescentando que algumas dos fechamentos se devem a medidas de segurança, já que elas ficam no trajeto das marchas planejadas.

Greta Thunberg, que ganhou fama como manifestante adolescente contra as mudanças climáticas mas desde então ampliou seu ativismo, disse que os alunos franceses merecem apoio mais amplo.

“Eles devem saber que, em todo o mundo, estamos acompanhando esses acontecimentos. Estamos inspirados pelos jovens que reivindicam seus direitos básicos”, disse ela a repórteres em frente ao Lycée Paul Eluard, em Saint-Denis, ao norte de Paris, uma das escolas onde o movimento de protesto ganhou força pela primeira vez.

“Seja a falta de financiamento para as escolas, a crise climática ou as crises de injustiça social... já é hora de os jovens se mobilizarem e reivindicarem esse futuro.”

Greta também criticou a atuação da polícia, que tem sido alvo de acirrado debate, classificando-a como um sinal “extremamente violento” de que as autoridades estão protegendo o status quo e ignorando as demandas dos jovens.

A polícia de choque utilizou gás lacrimogêneo e avançou contra os manifestantes em vários incidentes, ferindo centenas e prendendo milhares.

O governo suspendeu o uso de granadas de efeito moral na semana passada, depois que um adolescente perdeu a mão.

Enquanto políticos de esquerda criticaram a polícia, a candidata presidencial de extrema-direita Marine Le Pen e outros culparam os manifestantes violentos e destacaram os danos causados às escolas e os ferimentos sofridos por funcionários e policiais.

O movimento de protesto contribuiu para aumentar a sensação de incerteza e crise que assola a França, seis meses antes de uma eleição presidencial que pode levar ao primeiro governo de extrema-direita desde a Segunda Guerra Mundial, liderado pela Reunião Nacional, de Le Pen.

Open Questions

  • Quais serão as próximas medidas do governo para conter os protestos?
  • Como a violência policial afetará a popularidade dos candidatos?

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This article was originally published by Agência Brasil Internacional.

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