Bispo evangélico é preso suspeito de estupro de vulnerável e importunação sexual contra adolescentes em Goiás
Quick Look
- O bispo evangélico Cleber da Silva Cruz, de 43 anos, foi preso em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal, suspeito de estupro de vulnerável e importunação sexual contra um adolescente e mais três jovens, com abusos ocorridos por pelo menos dez anos.
- A Igreja Batista Missionária confirmou seu afastamento e exclusão em 8 de fevereiro de 2026.
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Why It Matters
As investigações começaram no início do ano após denúncias de abusos sexuais contra jovens por Cleber da Silva Cruz, bispo evangélico na Igreja Batista Missionária, em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal.
A Polícia Civil prendeu o bispo evangélico Cleber da Silva Cruz, de 43 anos, investigado por estupro de vulnerável e importunação sexual contra um adolescente e mais três jovens em Cidade Ocidental, no Entorno do DF. De acordo com o delegado Aluisio Nascimento, em entrevista ao g1, os abusos ocorriam de forma contínua há pelo menos dez anos.
Cleber foi preso na terça-feira (8). O g1 não localizou a defesa dele. Segundo a Polícia Penal, o suspeito continua preso. Ao g1, o delegado contou que Cleber ainda era bispo na época dos crimes. A polícia começou as investigações no início do ano após receber as denúncias dos abusos.
"Um dos jovens era adolescente. Os demais eram maiores. O primeiro jovem iniciou relacionamento com ele quando tinha 15 anos. Os demais tinham por volta de 18 a 20 anos quando iniciaram as investidas. Todos os jovens são homens", disse.
Em nota à TV Anhanguera, a defesa da Igreja Batista Missionária informou que Cleber foi definitivamente excluído do rol de integrantes e afastado de todas as funções eclesiásticas no dia 8 de fevereiro de 2026. A instituição ainda ressaltou que procurou as autoridades policiais para comunicar os fatos (leia a nota completa abaixo).
Bispo evangélico é preso suspeito de estupro de vulnerável e importunação sexual contra adolescente, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
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'Justiça seja feita'
Em entrevista à TV Anhanguera, mães que preferiram não se identificar afirmaram esperar que o suspeito pague pelo que fez e que a justiça seja feita. Uma das entrevistadas desejou que nenhuma mãe passe por isso e que nenhum jovem ou criança tenha sua inocência arrancada.
Uma delas destacou a quebra de confiança por se tratar de um ambiente que a família considerava seguro.
"É difícil a gente criar filho com o cuidado que a gente cria, preservando de tudo que a gente acha que vai fazer mal. Aí, quando a gente acha que ele está num lugar seguro, acontece esse tipo de coisa com a pessoa que deveria proteger. Espero que ele pague pelo que fez, que a justiça seja feita", desabafou.
Outra mulher contou que começou a notar mudanças repentinas de comportamento no filho, que passou a ter crises de choro e dificuldades nos estudos.
"Notei muita diferença nele. Ele reprovou na faculdade, batia o carro todo dia. Perguntava para ele [o bispo], liguei várias vezes, e ele dizia: 'Não se preocupe, não, isso é normal'. Até o dia em que meu filho foi a uma reunião na igreja, não aguentou e começou a chorar e a gritar", relembrou.
Nota
A defesa da Igreja Batista Missionária informou que Kleber Silva da Cruz foi definitivamente excluído do rol de membros e afastado de todas as funções eclesiásticas no dia 8 de fevereiro de 2026.
Segundo a instituição, a própria igreja, por meio de sua assessoria jurídica, tomou a iniciativa de procurar as autoridades policiais para comunicar os fatos que chegaram ao seu conhecimento, solicitando a devida apuração legal.
A congregação declarou que "repudia veementemente qualquer conduta que viole a lei e a dignidade humana", reforçando que não possui mais qualquer vínculo com o investigado.
Por fim, a instituição ressaltou que respeita integralmente as decisões do Poder Judiciário e que, como o processo tramita sob segredo de Justiça, não possui acesso aos autos e não lhe cabe fazer juízo de valor a respeito de medidas cautelares adotadas pelas autoridades policiais e judiciais.
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What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O suspeito permanecerá preso enquanto o processo judicial em segredo de Justiça tramita.
Very likely · Within weeks
A Igreja Batista Missionária poderá enfrentar processos civis por omissão ou falha na proteção de membros.
Possible · Within months
Open Questions
- Quais foram as medidas cautelares aplicadas ao suspeito após a prisão?
- A Igreja Batista Missionária sabia dos abusos antes das denúncias?
- Há outras vítimas além das quatro mencionadas?
- Qual é o andamento do processo judicial em segredo de Justiça?







