Butterball é condenada a pagar R$ 1,25 milhão a funcionária demitida por faltar para fazer quimioterapia
Quick Look
- A Butterball concordou em pagar US$ 230 mil (R$ 1,25 milhão) para encerrar ação por discriminação movida pela EEOC após demitir funcionária em tratamento de câncer que faltou para sessões de quimioterapia sem que seu pedido de afastamento fosse aprovado.
- Além da indenização, a empresa deve treinar equipes de RH e enviar relatórios de conformidade pelos próximos dois anos.
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Why It Matters
A funcionária da Butterball pediu afastamentos para sessões de quimioterapia após diagnóstico de câncer, mas o pedido foi enviado a uma administradora terceirizada e nunca aprovado, levando a penalizações e demissão por suposto descumprimento de assiduidade.
A Butterball concordou em pagar US$ 230 mil para encerrar processo por discriminação nos Estados Unidos. A empresa demitiu uma funcionária em tratamento de câncer.
A trabalhadora pediu afastamentos para sessões de quimioterapia. Contudo, a solicitação foi enviada para uma administradora terceirizada e nunca acabou aprovada.
Enquanto esperava a resposta, as faltas médicas da funcionária foram registradas como descumprimento de assiduidade. Ela acabou penalizada e demitida pela companhia.
A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego processou a empresa por violação legal. O órgão tentou conciliação antes de recorrer à Justiça Federal.
Além da indenização, a Butterball deve treinar equipes de recursos humanos nos próximos 2 anos. A empresa também enviará relatórios periódicos de conformidade.
Butterball concordou em pagar US$ 230 mil para encerrar ação — Foto: Butterball/ Divulgação
A Butterball, uma das principais fabricantes de peru e produtos avícolas dos Estados Unidos, concordou em pagar US$ 230 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,25 milhão, para encerrar uma ação por discriminação movida pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC).
A empresa, que produz e comercializa carnes de peru, frios, refeições prontas, sopas, saladas e sanduíches, foi acusada de negar uma adaptação de trabalho a uma funcionária em tratamento contra o câncer e, posteriormente, demiti-la por ausências relacionadas à doença.
Segundo a EEOC, a trabalhadora atuava havia anos na companhia quando informou à empresa que havia recebido o diagnóstico de câncer e que precisaria de afastamentos periódicos para sessões de quimioterapia e recuperação dos procedimentos médicos.
De acordo com o órgão, a análise do pedido foi transferida para uma administradora terceirizada de benefícios.
No entanto, a licença nunca foi aprovada. Enquanto aguardava uma resposta, as faltas relacionadas ao tratamento passaram a ser registradas no sistema de controle de frequência da empresa.
Com o acúmulo dessas ocorrências, a funcionária recebeu penalizações por ausência e acabou demitida sob a justificativa de descumprimento da política interna de assiduidade.
Para a EEOC, a conduta violou a Lei dos Americanos com Deficiências (ADA), legislação que protege trabalhadores com deficiência e determinadas condições de saúde.
A norma exige que empregadores ofereçam adaptações razoáveis a profissionais aptos a exercer suas funções, desde que isso não represente uma dificuldade excessiva para a empresa.
A advogada regional da EEOC em Charlotte, Melinda C. Dugas, destacou que a terceirização da gestão de benefícios não elimina a responsabilidade legal dos empregadores.
"Os empregadores que contratam administradores terceirizados devem garantir que existam políticas e procedimentos eficazes para cumprir suas obrigações legais. Um empregador não pode delegar sua responsabilidade de cumprir a ADA", afirmou.
Antes de recorrer à Justiça Federal da Carolina do Norte, a EEOC tentou resolver o caso por meio de conciliação administrativa, mas não houve acordo.
O advogado da agência Samuel Williams afirmou que a legislação federal garante igualdade de oportunidades para trabalhadores com deficiência e que o órgão continuará atuando para responsabilizar empregadores que desrespeitem esses direitos.
Além do pagamento da indenização, a Butterball terá de adotar mudanças internas pelos próximos dois anos.
A companhia também deverá promover treinamentos sobre a legislação de proteção às pessoas com deficiência para as equipes de recursos humanos e gestão de benefícios, além de apresentar relatórios periódicos à EEOC demonstrando o cumprimento das medidas estabelecidas.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A Butterball implementará treinamentos de recursos humanos sobre a ADA nos próximos dois anos como parte do acordo.
Very likely · Within months
A Butterball enviará relatórios periódicos de conformidade à EEOC pelos próximos dois anos.
Very likely · Within months
Open Questions
- Qual foi o tempo exato de serviço da funcionária na Butterball antes do diagnóstico?
- Quais foram os valores específicos das penalidades aplicadas antes da demissão?
- A administradora terceirizada de benefícios foi identificada ou responsabilizada no processo?





