Campanha de Tarcísio de Freitas arrecada R$ 4,7 milhões de pessoas físicas, superando Haddad
Dados do TSE mostram disparidade nas doações de pessoas físicas entre os candidatos ao Governo de São Paulo
Quick Look
- A campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) arrecadou R$ 4,7 milhões de doadores individuais, valor 313 vezes superior ao recebido por Fernando Haddad (PT), que somou R$ 15 mil.
- Os dados foram extraídos do sistema Divulgacand do TSE.
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Why It Matters
As doações de pessoas físicas são permitidas pelas regras do TSE e podem ser utilizadas para despesas de campanha como material gráfico e propaganda. O Fundo Especial é a principal fonte de recursos públicos para as campanhas.
A campanha de reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o Governo de São Paulo soma, até a noite desta quinta-feira (10), R$ 4,7 milhões em doações de pessoas físicas, feitas por bilionários, empresários do agronegócio e até o fundador da SmartFit, Edgard Corona, entre outros.
O montante é 313 vezes maior do que o doado para a candidatura de Fernando Haddad (PT), que, entre pessoas físicas, soma R$ 15 mil com apenas três doadores. Os dados foram coletados do sistema Divulgacand do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Em números totais, Tarcísio tem R$ 14,5 milhões doados e Haddad, R$ 13 milhões. Do lado do atual governador, a direção nacional do Republicanos entrou com R$ 8,8 milhões via Fundo Especial –a verba pública distribuída exclusivamente em anos eleitorais e destinada ao custeio das campanhas– e a direção estadual, com R$ 1 milhão, via Fundo Partidário.
Já a campanha do ex-ministro da Fazenda recebeu R$ 12 milhões da direção nacional do PT e R$ 20 mil da direção estadual. O PSB, partido do candidato a vice, Márcio França, entrou com R$ 1 milhão. Todos os aportes são provenientes de Fundo Especial.
Pelas regras do TSE, o dinheiro arrecadado pode ser usado em despesas da campanha, como produção de material gráfico, propaganda eleitoral e aluguel de espaços para eventos. A lista também inclui deslocamento de candidatos, funcionamento de comitês de campanha, contratação de pessoal e utilização de carros de som. Os recursos podem ser arrecadados até o dia da eleição.
No caso de Tarcísio, os R$ 4,7 milhões em doações de pessoas físicas vieram de 47 apoiadores. Os dois maiores são os bilionários Helio e Salo Seibel, donos do grupo Ligna, holding de negócios como Leo Madeiras, Dexco e Leroy Merlin. Cada um doou R$ 575 mil à campanha.
Depois dos irmãos Seibel, a campanha recebeu R$ 500 mil de Fernando de Castro Marques, CEO da União Química Farmacêutica, e outros R$ 500 mil de Guilherme Mognon Scheffer, grande empresário do agronegócio. Elie Horn, fundador da Cyrela, doou R$ 325 mil. O CEO da SmartFit, Edgard Corona, também está na lista, tendo doado R$ 100 mil à candidatura do governador.
No caso de Haddad, a soma de R$ 15 mil é dividida entre três pessoas físicas: os assessores Cilene Maria Obici, Luiz Martino Turco e Maricy Ribeiro Mazzei. Cada um deles doou R$ 5.000, e os dois primeiros são nomes ligados ao diretório estadual do PT em São Paulo.
Também candidatos ao governo do estado, Carlos Machado (PCB), Vivian Mendes (UP) e Vera Lúcia (PSTU) receberam em doações R$ 1.625, R$ 82.561,76 e R$ 294.602,50, respectivamente. Já Izadora Dias (PCO) e Policial Edjane (Agir) estão sem prestação de contas no sistema do TSE.
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