
Na reta final do primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações na propaganda eleitoral desta terça-feira (22), com foco no preço dos alimentos, endividamento e propostas econômicas e de segurança, enquanto pesquisas mostram empate técnico entre os candidatos.
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Na reta final do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram o confronto na propaganda eleitoral, focando em temas como preço dos alimentos, endividamento e propostas de segurança e sociais, enquanto pesquisas mostram empate técnico entre os candidatos.
Flávio Bolsonaro e Lula durante a propaganda eleitoral nesta terça-feira (22). — Foto: Reprodução
Na reta final para o primeiro turno, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram o confronto nos programas eleitorais. As peças exibidas nesta terça-feira (22) exploraram narrativas opostas sobre o preço dos alimentos e trouxeram críticas diretas entre os candidatos.
Como mostrou o g1, a duas semanas do pleito, os candidatos ajustaram as estratégias de campanha para tentar conquistar os eleitores. O presidente deve reforçar a agenda social e econômica. O senador, por sua vez, busca ampliar sua votação no Sudeste, reduzir a vantagem do petista no Nordeste e apostar no discurso do voto útil.
As mudanças na campanha de Lula ocorrem principalmente em razão do avanço de Flávio nas pesquisas eleitorais. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno. No primeiro, Lula tem 37% das intenções de voto, contra 33% de Flávio. No segundo, Flávio marca 42%, e Lula, 41%.
A propaganda do senador abriu o horário eleitoral desta terça— a ordem segue um rodízio entre os programas dos candidatos. Na peça, Flávio diz que Lula tenta atacá-lo e "confundir" o eleitor com informações que, segundo ele, seriam mentirosas. Flávio diz ainda que não pretende responder aos ataques e, sim, apresentar propostas.
"Da minha parte, você nunca viu o jogo baixo e nunca vai ver também", afirmou. "Agora, sabe porque o Lula, ao invés de dizer o que ele fez, ele fica falando tão mal de mim? A palavra é vergonha. Lula fala mal de mim porque não quer encarar a vergonha do Brasil ter hoje o recorde de brasileiros endividados de toda sua história. De quase todo mundo estar no sufoco, estar endividado com as contas atrasadas, sem conseguir encher o carrinho no supermercado. Porque o governo dele é uma vergonha", disse Flávio.
Em seguida, o candidato do PL direciona as críticas à situação econômica do país. Ele afirma que Lula não apresenta o que fez no governo e, em vez disso, concentra a propaganda em ataques contra ele. Flávio associa a gestão petista ao aumento do endividamento e às dificuldades das famílias para comprar alimentos e outros produtos.
A propaganda também apresenta propostas de segurança pública. Flávio promete construir cinco presídios federais de segurança máxima, bloquear celulares nas prisões, quadruplicar a pena por roubo de celular e reduzir a maioridade penal.
Na propaganda de Lula, o foco está em medidas econômicas e sociais. O programa apresenta como propostas o fim da escala 6 por 1, a ampliação do Pé-de-Meia, a criação da Rede Brasil contra o Câncer e a isenção de impostos sobre produtos da cesta básica.
A peça também procura associar Flávio ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O programa afirma que, durante a gestão anterior, houve aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis e critica a atuação dos Bolsonaro na área econômica.
"Durante o governo Bolsonaro, o preço dos alimentos disparou e eu vou te mostrar como isso afetou e ainda afeta a sua vida. O feijão e o arroz subiram mais de 45% e a fome voltou. O desemprego cresceu. Os bolsonaros privatizaram a preço de banana a distribuição e o refino de combustíveis, e o valor aumentou. Lula começou o trabalho de trazer de volta o poder de compra das pessoas. Mas você sente no seu bolso até hoje porque reconstruir leva tempo", afirma o presidente na propaganda.
Na fala, Lula tenta desconstruir os argumentos usados desde o início pela campanha do senador, combatendo a narrativa de que a vida dos brasileiros tenha piorado durante seu terceiro mandato.
Lula apresenta dados e medidas do atual governo para sustentar a mensagem de recuperação do poder de compra. O programa afirma que o salário mínimo passou a subir acima da inflação desde 2023, destaca a taxa de desemprego e cita medidas relacionadas à Petrobras e aos preços dos combustíveis.
A propaganda também destaca a reforma tributária e a promessa de zerar o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Em outro trecho, o programa contrapõe os governos dos dois candidatos com a frase: "Falar é Flávio. Fazer é Lula".
Briga pelo primeiro lugar
O confronto entre as duas propagandas ocorre em um momento de aproximação entre os dois candidatos nas pesquisas. Segundo a pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (21), Lula aparece com 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio. No segundo turno, os dois também aparecem tecnicamente empatados, com 41% para Lula e 42% para Flávio.
Neste momento, as campanhas passaram a concentrar a comunicação em temas com impacto direto na vida cotidiana do eleitor.
Lula também tenta deslocar o foco da crise envolvendo o STF, que dominou o noticiário político na semana passada e provocou desgaste eleitoral para a campanha. A equipe do presidente avalia que começou a mudar o foco do debate com o reajuste do Bolsa Família e o anúncio de que o SUS deverá passar a oferecer canetas para emagrecimento.
A campanha do senador pretende utilizar o período antes do pleito para tentar reduzir a diferença para o presidente Lula no Nordeste e ampliar sua votação no Sudeste. O candidato do PL deve continuar focando em pautas econômicas, como no programa eleitoral desta terça-feira, e também buscar crescimento entre o público feminino.
AI outlook — possibilities, not facts
Lula e Flávio Bolsonaro permanecerão tecnicamente empatados nas pesquisas até o primeiro turno.
Likely · Within days
A campanha de Flávio Bolsonaro intensificará os ataques à gestão Lula focando no endividamento e nos preços dos alimentos.
Very likely · Within days
Lula manterá o foco na propaganda em propostas sociais e econômicas, como o fim da escala 6 por 1 e a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil.
Very likely · Within days

The Federal Police carried out search and seizure warrants in Pernambuco in Operation Phantom Voter, investigating an alleged scheme of fraudulent electoral transfers involving the capture of voters from other municipalities and the use of falsified documents. The actions took place at residential and institutional addresses, including Belém de Maria city hall, which has not yet taken a position.

Waguinho (Republicans), Carlos Portinho (PL), Benedita da Silva (PT) and Mônica Benício (PSOL) participated in the second g1 debate with candidates for the Senate from Rio de Janeiro, discussing the relationship between powers, federal universities, SUS, work and employment, parliamentary amendments and resumption of territories, with a block of free topics and final considerations.

The second g1 debate with Senate candidates from Rio de Janeiro began with the drawn order of themes: relationship between powers, federal universities, SUS, work and employment, parliamentary amendments and retaking of territories. Candidates such as Carlos Portinho (PL), Benedita da Silva (PT), Monica Benicio (Psol), Waguinho (Republicanos), Carlos Jordy (PL) and Marcos Dias (Podemos) arrived at the event, mediated by journalist Edimilson Ávila.

Candidate Waguinho (Republicans) was the first to arrive for the second g1 debate with Senate candidates from Rio de Janeiro, scheduled for 1 pm. The first debate took place with Carlos Jordy (PL), Marcelo Crivella (Republicans), Marcos Dias (Podemos) and Pedro Paulo (PSD).

In his farewell speech at the UN General Assembly, António Guterres defended the need for a strong and reformed organization. The secretary-general was applauded when he mentioned the two-state solution to the Israel-Palestine conflict.

g1 lists the campaign agenda of the eight candidates for the government of Maranhão for this Tuesday (22). Commitments include motorcades, recordings of electoral programs, internal meetings and interviews, as informed by party advisors.