Datafolha: Lula é rejeitado por 46%, e Flávio Bolsonaro, por 44%
Quick Look
- Pesquisa Datafolha revela que 46% dos eleitores afirmam não votar em Lula de forma alguma, contra 44% que rejeitam Flávio Bolsonaro, mantendo o empate técnico na rejeição.
- A margem de erro é de dois pontos.
- A polarização, presente desde a redemocratização, evoluiu de confrontos petista-tucano para petista-bolsonarista, com ambos os lados dependendo do rival para legitimar suas posições e excluir alternativas.
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Why It Matters
A polarização nas eleições brasileiras evoluiu de confrontos entre petistas e tucanos (1994-2014) para petistas e bolsonaristas após 2016, marcada pelo impeachment de Dilma Rousseff e pela Operação Lava Jato, que levou ao ascenso de Jair Bolsonaro e à perpetuação da divisão política.
A polarização brasileira segue viva e bem neste segundo turno da eleição presidencial de 2026. Segundo o Datafolha, 46% dos eleitores afirmam não votar em Lula (PT) de forma alguma, ante 44% que declaram o mesmo sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Há uma semana, na primeira pesquisa feita pelo instituto após os rivais passarem pelo primeiro turno com a menor diferença da história, em favor do filho de Jair Bolsonaro, o presidente marcava 46% de rejeição e o senador, 43%, um empate técnico.
A margem de erro do levantamento, feito sob encomenda da Folha entre terça-feira (13) e esta quinta (15), é de dois pontos para mais ou menos. Foram ouvidas 2.520 pessoas, e a pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-00466/2026.
A polarização marca as eleições brasileiras desde a redemocratização, mas com gradações.
De 1994 a 2014, sempre houve um petista contra um tucano na disputa principal, mas só houve segundo turno nas eleições vencidas no período por Lula (2002 e 2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014). Fernando Henrique Cardoso (PSDB) triunfou na primeira rodada em 1994 e 1998.
A vitória final de Dilma, por uma margem mínima, já ocorreu sob o signo do acirramento a partir dos protestos de 2013. Com o impeachment de 2016 e o desmonte da classe política pela Operação Lava Jato, emergiu no lugar do tucanato Bolsonaro.
Ele também foi ao segundo turno contra um petista, Fernando Haddad, mas venceu com mais folga em 2018. Já em 2022, fez uma corrida de recuperação contra um Lula que havia deixado a cadeia, mas ao fim perdeu por 1,8 ponto percentual.
Politicamente, a polarização sempre foi alimentada por petistas, principais usuários do lema "nós contra eles" no passado, e bolsonaristas, em particular com a descoberta da tentativa de golpe do pai de Flávio no fim de 2022.
Com sinais trocados, ambos os grupos precisavam do rival para manter a relevância e fechar as portas para eventuais alternativas. O resultado pífio dos quatro candidatos de direita no primeiro turno refletiu isso.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O segundo turno será definido por uma margem estreita de votos, semelhante às eleições de 2022
Likely · Within days
Open Questions
- Quais são as propostas específicas de Lula e Flávio Bolsonaro para reduzir a polarização?
- Como os eleitores indecisos ou insatisfeitos com ambos os candidatos podem influenciar o resultado?
- Qual o impacto da possível vitória de qualquer um dos candidatos nas instituições democráticas?






