
Disputa pelo governo estadual foi marcada por propostas para transporte, economia, saúde, segurança e questões ambientais.
A campanha para o Governo do Amazonas chega ao fim com debates centrados em transporte fluvial, BR-319, Zona Franca, saúde, segurança pública e queimadas.
AI-generated summary
A campanha eleitoral para o Governo do Amazonas abordou problemas históricos como infraestrutura e saúde.
A campanha para o Governo do Amazonas chegou à reta final com uma disputa marcada por propostas para enfrentar problemas históricos do estado, como a dificuldade de transporte entre os municípios, a dependência da navegação pelos rios, a precariedade de serviços públicos no interior e a necessidade de criar novas alternativas para a economia.
Ao longo de 45 dias, os candidatos também levaram para os debates e atos de campanha temas que atingem diretamente a população, como saúde, educação, segurança pública, além de problemas ambientais como queimadas, fumaça de incêndios que afetam a qualidade do ar, cheias e secas. Mudanças na legislação para permitir a exploração mineral no estado também estiveram no centro das discussões.
Sete candidatos disputam o Governo do Amazonas nas eleições deste ano: Omar Aziz (PSD), Professora Maria do Carmo (PL), Roberto Cidade (União), Cabo Daciolo (Mobiliza), David Almeida (Avante), Gilberto Vasconcelos (PSTU) e Isael Munduruku (Federação PSOL/Rede).
O g1 realizou um levantamento a partir de entrevistas, debates, atos de campanha e publicações dos candidatos nas redes sociais para fazer um balanço dos temas que dominaram a disputa.
Economia
A economia ganhou espaço na campanha, principalmente nas discussões sobre a dependência do Amazonas a Zona Franca de Manaus e a busca por novas atividades que possam gerar emprego e renda. A exploração mineral foi um dos pontos que mais provocaram discussões, com propostas de mudanças na legislação para ampliar a atividade no estado, incluindo a exploração de terras raras.
A geração de emprego apareceu em propostas como programas de primeiro emprego, estágio remunerado e iniciativas relacionadas à reciclagem. As discussões econômicas também foram acompanhadas por críticas entre os adversários sobre medidas adotadas em gestões anteriores, empreendimentos privados e decisões tomadas ao longo da trajetória política dos candidatos.
Logística
Outro problema que atravessou a campanha foi a dificuldade de chegar ao interior do Amazonas. A realidade de um estado onde muitos municípios dependem quase exclusivamente do transporte fluvial levou a BR-319, que liga o Amazonas a Rondônia, para o centro das discussões sobre infraestrutura.
Nesse tema, todos os candidatos que participaram de debates e sabatinas defenderam que a estrada precisa ser pavimentada, com divergências sobre como se dará o processo.
Os candidatos também apresentaram propostas para ampliar a estrutura aeroportuária e melhorar o transporte pelos rios. As dificuldades enfrentadas durante os períodos de cheia e seca reforçaram esse debate.
A dragagem de rios e outras medidas para reduzir o isolamento das cidades apareceram como alternativas apresentadas pelos candidatos para lidar com os efeitos dos extremos climáticos.
Saúde e educação
Na saúde, um dos principais pontos de discussão foi o tempo de espera enfrentado por pacientes que precisam de atendimento pela rede pública. A fila do Sistema de Regulação Nacional (SisReg) foi citada durante a campanha e chegou a ser chamada por candidatos de “fila da morte”.
As propostas para a área incluíram construção e reforma de hospitais e maternidades, ampliação do atendimento no interior e valorização dos profissionais da saúde. O debate também colocou em evidência a dificuldade de levar serviços especializados para municípios distantes de Manaus.
A educação seguiu caminho parecido. Os candidatos defenderam a ampliação de escolas de tempo integral, melhorias na estrutura das unidades e valorização dos trabalhadores da área. O atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) também apareceu nas propostas, com a defesa de equipes especializadas e capacitação de profissionais.
O desempenho dos estudantes amazonenses foi usado como argumento nas críticas feitas durante a campanha. Segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o Amazonas teve a menor média de notas do Enem entre os 27 estados, com 505,3 pontos. O dado é referente ao desempenho dos estudantes no exame de 2024.
Segurança pública
A segurança pública foi outro tema constante nos discursos. O combate ao tráfico de drogas, ao crime organizado e ao garimpo ilegal apareceu associado a propostas de aumento do efetivo, valorização dos profissionais e ampliação do uso de tecnologia pelas forças de segurança.
Os rios também entraram nessa discussão. Os candidatos defenderam diferentes medidas para reforçar a fiscalização e o policiamento em áreas consideradas estratégicas, incluindo a ampliação de bases de segurança em pontos da malha fluvial do estado.
Queimadas e fumaça
A fumaça que atingiu Manaus e outras cidades do Amazonas durante o período eleitoral colocou as questões ambientais no centro da campanha. O debate passou por queimadas, desmatamento, fiscalização, garimpo ilegal e mudanças climáticas.
A discussão também se voltou para o desafio de conciliar a preservação da floresta com a criação de novas atividades econômicas. Nesse ponto, os candidatos apresentaram propostas diferentes sobre exploração de recursos naturais, fiscalização ambiental e desenvolvimento sustentável.
Ataques entre adversários
Com o avanço da campanha, as propostas passaram a dividir espaço com críticas e ataques entre os candidatos. O movimento ficou mais intenso nas duas semanas que antecederam o primeiro turno, quando ações de governos anteriores, decisões das administrações estadual e municipal e posicionamentos políticos dos adversários passaram a ocupar parte significativa dos discursos.
Além dos temas que dominaram os debates, cultura, turismo, saneamento e habitação também apareceram ao longo da campanha, mas com menos frequência.
No conjunto, a disputa pelo Governo do Amazonas foi marcada pela tentativa dos candidatos de apresentar respostas para problemas que ultrapassam Manaus e atingem principalmente quem vive no interior: a dificuldade de deslocamento, o acesso a serviços de saúde e educação, a segurança nos rios e comunidades, os efeitos das cheias e secas e a busca por alternativas econômicas para reduzir a dependência de poucos setores.

Bolsa Família becomes central in the election after a 15% adjustment by Lula. Opponents propose work incentives and transition rules, although experts point out that several measures are already implemented.

Candidates for the government of Roraima conclude 49 days of campaigning for the 2026 Elections. Arthur Henrique, Soldado Sampaio and Rosi Aires intensify agendas across the state, focusing on proposals for health, infrastructure and security.

The campaign for the government of Paraíba ends with a focus on public security and health decentralization, marked by heated debates, exchanges of accusations and legal actions in the TRE.

g1 mapped the proposals, agendas and main clashes of the six candidates for the government of Mato Grosso in the 2026 elections, highlighting topics such as health, security, infrastructure and tax incentives.

The campaign for the government of Acre in 2026 brings together proposals from candidates focused on reducing queues in health, economic development, infrastructure and combating femicide.

Progressive influencers in Latin America are viralizing videos on social media declaring support for Luiz Inácio Lula da Silva in the Brazilian election, seeking to stop the right-wing shift in the region.