
Nas eleições deste domingo no Brasil, pesquisas AmericasBarometer e Latinobarómetro mostram que, apesar do crescimento de candidatos conservadores na América Latina, dois terços dos latino-americanos preferem a democracia a qualquer outro regime, embora associem sua legitimidade à capacidade de entregar resultados como redução da violência, especialmente em El Salvador, Equador e Peru, enquanto no Cone Sul a democracia está ligada à defesa de liberdades civis e separação de poderes.
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Nos últimos dois anos, candidatos conservadores têm vencido eleições em vários países da América Latina, o que levou alguns analistas a sugerir um movimento regional para a direita. Porém, pesquisas recentes indicam que o apoio à democracia está crescendo na região, mesmo entre aqueles que votam em líderes com tendências autoritárias.
Quando os brasileiros forem às urnas neste domingo (4), votarão em uma América Latina que parece caminhar para a direita. Nos últimos dois anos, candidatos conservadores acumularam vitórias eleitorais na região. Duas pesquisas de opinião, porém, sugerem que há mais coisas acontecendo além desse rótulo.
O AmericasBarometer, levantamento do Lapop/Vanderbilt em 21 países da região, registra uma recuperação disseminada do apoio à democracia: cerca de dois terços dos entrevistados dizem preferi-la a qualquer outra forma de governo, seis pontos percentuais a mais do que em 2023.
O novo Latinobarómetro, realizado em 17 países e divulgado na última sexta-feira (2), também encontra sociedades que, embora insatisfeitas com suas instituições, não parecem dispostas a prescindir delas. Ou seja, o eleitor médio parece não fazer uma associação imediata entre eleger um líder de direita e escolher um autocrata como Nayib Bukele ou Daniel Noboa.
Os países ajudam a entender esse aparente paradoxo.
El Salvador talvez seja o caso mais revelador. Desde 2023, o apoio à democracia cresceu sete pontos. O país tem a menor taxa de vitimização por crime do AmericasBarometer, 8%, e Nayib Bukele, com 83%, é o presidente mais popular da pesquisa.
Ao mesmo tempo, os salvadorenhos são os que mais aceitam uma concepção de democracia em que o presidente eleito governe com menos obstáculos da oposição, com um Executivo inflado e capaz de submeter ao seu poder instituições que, pela cartilha democrática, deveriam ser livres, como a Justiça e o Legislativo.
Para muitos deles, sugerem os pesquisadores, eleições e capacidade de entregar resultados conferem legitimidade democrática, mesmo que não se perceba que um Executivo inflado prejudique a democracia. Um presidente eleito que reduziu drasticamente a violência pode ser percebido como a demonstração de que a democracia funciona —ainda que instituições destinadas a limitar seu poder sejam enfraquecidas.
A palavra "democracia" assume outros contornos no Cone Sul. No Chile, na Argentina e no Uruguai, o apoio ao regime está mais associado à defesa das liberdades civis, da separação de Poderes e dos direitos das minorias. A presença da Argentina nesse grupo interessa: o país elegeu Javier Milei, mas isso não fez desaparecer das respostas dos argentinos uma concepção liberal da democracia.
As prioridades também mudam conforme se atravessa o continente. A economia continua sendo uma preocupação central na região; no Equador, a insegurança pesa especialmente. Sociedades diferentes cobram coisas diferentes de seus governos —e podem julgar o funcionamento da democracia pela capacidade de entregar essas demandas específicas, não necessariamente as demandas democráticas.
No caso de Equador e Peru, por exemplo, a democracia passa a ser considerada um valor importante se fizer cair os altos níveis de violência, não se for garantir a independência dos Poderes ou a defesa dos direitos humanos.
Salvadorenhos querem viver sem medo; equatorianos cobram segurança; argentinos podem eleger Milei sem necessariamente abrir mão dos contrapesos; e latino-americanos que mal confiam em seus partidos ainda dizem precisar deles.
AI outlook — possibilities, not facts
Se os líderes de direita mantiverem resultados em redução da violência, o apoio à democracia pode continuar crescendo mesmo com instituições enfraquecidas.
Possible · Within months
No Cone Sul, qualquer tentativa de enfraquecer significativamente as liberdades civis ou a separação de poderes pode gerar rejeição popular, apesar do apoio atual a líderes como Milei.
Possible · Within months

The electorate in the Ribeirão Preto region will have 1,835,060 people eligible to vote in the 2026 elections, a reduction of 2.6% compared to 2022. Forty-three of the 66 cities saw a drop in the number of voters, with emphasis on Santa Rosa de Viterbo (-8.94%). Three municipalities have more registered voters than residents: Rifaina, Santa Cruz da Esperança and Restinga. Almost one in four voters is 60 years old or over, reaching a third in Cássia dos Coqueiros. The four largest cities concentrate 48.5% of the regional electorate.

The first round of the 2026 elections takes place this Sunday (4) in the Federal District, with 2,253,132 voters eligible to vote, the largest number in the capital's history. The Taguatinga and Águas Claras electoral zone has the largest individual contingent (184,227), while the Ceilândia region (South and North) leads in total with 432 thousand voters. The TRE made 7,507 electronic voting machines available, the preparation of which was completed on Wednesday (30). 640 candidacy applications were registered, although some were rejected, including that of José Roberto Arruda (PSD) for the DF government.

Five candidates are running for government of Paraíba in the 2026 elections, with voting in the first round scheduled for October 4th. To win in the first round, a candidate must obtain more than half of the valid votes; otherwise, the two with the most votes will compete in the second round on October 25th. On the same day, voters will also vote for state, federal and presidential offices.

Voting intention research for the government of Bahia indicates that Jerônimo Rodrigues (PT) and ACM Neto (União Brasil) are technically tied, with 46% and 42% respectively, considering the margin of error. In valid votes, Rodrigues has 52% and Neto 48%. Other candidates have less than 1% and undecided candidates make up 5%.

Ronaldo Caiado, candidate for President for the PSD, aged 77, is trying to win the post for the second time after running in 1989. Married to Gracinha Caiado, candidate for the Senate for Goiás, he is an orthopedic doctor, rural producer and father of four children, one of whom died in 2022. His pre-candidacy was launched in 2025 while he was with União Brasil, before migrating to the PSD after the party announced federation with the Progressives. In 1989, he obtained 0.72% of the votes, finishing in 10th place. Caiado was a federal deputy for five terms, senator for one term and governor of Goiás for two consecutive terms (2018 and 2022), in addition to being one of the founders of the UDR. During the campaign, he sought to present himself as a third way between PT and Bolsonaro, but failed to reach double digits in voting intention polls.

Almost 13 million voters are expected to vote in the first round of elections in Rio de Janeiro this Sunday (4), with free public transport from 6am to 8pm. TRE-RJ changed the address of 277 sections in 20 municipalities, affecting around 670 thousand voters, who must confirm their voting location via the website, e-Título application or Dial TRE-RJ.