
Ministro do STF pede informações ao diretor-geral da Polícia Federal em meio a divisões na Corte sobre investigações envolvendo magistrados e parentes.
AI-generated summary
As ligações de ministros do STF com o caso Master começaram em abril de 2025, envolvendo contratos, reuniões e mensagens com Daniel Vorcaro.
O material foi requisitado por Fachin ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao confirmar uma reunião, que foi pedida pelo delegado. Em um ofício, Fachin afirmou que nenhum fato nem ninguém deve ficar fora da apuração.
Dos 10 ministros do Supremo, há citações, em graus diferentes, de pelo menos seis ministros ou parentes — além de referências a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A movimentação da PF tem potencial para aprofundar a crise instalada no Supremo desde setembro, pressionando Fachin a adotar providências em relação aos colegas.
Até agora, o foco estava nos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que diante das costuras internas expuseram publicamente a divisão da Corte.
A PF avalia que o encontro pode resolver eventuais divergências provocadas pelo caso Master com o Supremo e pavimentar a retomada das investigações. Nas últimas semanas, a PF trabalhou na individualização das citações.
A ala do ministro Alexandre de Moraes defende que não haja avanços antes do fim das eleições. A avaliação desses ministros é que, com um cenário mais completo sobre o que de fato a PF entende ter reunido contra cada integrante da Corte, cabe ao Presidente do Supremo dar o mesmo tratamento a todos os citados.
Nos bastidores, aliados de Moraes e do ministro André Mendonça afirmam reservadamente que o melhor caminho seria a Presidência enviar os elementos reunidos pela Polícia Federal para análise da Procuradoria-Geral da República, sem vincular a medida ao procurador-geral, Paulo Gonet, que também foi citado no caso e teve uma apuração rejeitada pelo Conselho Superior do Ministério Público.
O encaminhamento dos casos para a PGR, além de dar respaldo ao Supremo para decidir diante de uma análise técnica, ainda daria tempo para novas investidas para uma composição interna — apontada ainda como de difícil solução.
Ministros, no entanto, apontam que houve uma certa melhora no clima entre as duas alas após o primeiro turno, mas que Mendonça e Moraes ainda estão sem se falar, assim como Gilmar Mendes e Nunes Marques.
As ligações de ministros do STF com o caso Master começaram em abril de 2025, quando a colunista Malu Gaspar, do jornal "O Globo", revelou a contratação do escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes pelo Banco Master para representação em algumas ações.
Em dezembro, foi publicado que o contrato era de cerca de R$ 130 milhões e, neste ano, a PF apontou que o ministro foi interlocutor ao menos de 52 mensagens de Vorcaro, inclusive no dia em que foi preso.
Depois, surgiram negócios que envolviam o ministro Dias Tóffoli com fundos do Banco Master na sociedade de um resort da família do ministro no Paraná, o que levou o ministro a deixar a relatoria do caso Master e a se declarar suspeito para analisar questões da investigação na Segunda Turma do Supremo.
No mês passado, surgiram mensagens que citavam envolvimento com Daniel Vorcaro, do ministro Nunes Marques, do filho dele, também envolvendo contratações, e do filho do ministro Luiz Fux, por susposto pedido de ajuda em um processo.
Em relação ao ministro André Mendonça, foi divulgada uma foto com advogado de Vorcaro, um encontro com o banqueiro e um pedido de investigação de uma possível relação entre o Banco Master e o Instituto Iter — ligado ao ministro. Também foi identificada a contratação de Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro Gilmar Mendes, por Vorcaro, além de uma reunião e tentativas de aproximação.
AI outlook — possibilities, not facts
Envio de elementos reunidos pela PF para análise da PGR
Possible · Within weeks

The suspension of the Master case by the presidency of the STF a month ago is preventing requests from the Federal Police for investigations and analyzes of the release of prisoners. Investigators and defenses criticize the lack of definition regarding measures that depend on the approval of the Supreme Court, with Minister André Mendonça maintained as rapporteur, but the cases linked to President Luiz Edson Fachin.

MPF and Instituto Preservar allege that emissions from Shell's fossil fuel chain contributed to global warming and intensified the rains that caused flooding in Rio Grande do Sul in 2024, using three types of climate attribution to establish a causal link, without attributing exclusive responsibility to the company.

The Italian court has scheduled a new hearing on the extradition of former deputy Carla Zambelli for October 29th. The court demands more guarantees from the Brazilian government regarding the accused's medical and prison treatment, ruling out allegations of political persecution.

The number of legal actions against the INSS grew 21% in 2026, reaching 2.24 million new cases and a total of 4.5 million in the Judiciary, driven by denials of benefits and failures highlighted by the TCU.

Approved in a public competition for professor at IFRS, Manoella Treis, diagnosed with autism and an autoimmune disease, was denied tenure by the medical board. The institute alleged geographic incompatibility and a lack of healthcare infrastructure in Veranópolis. The researcher appeals to Justice.

The Federal Regional Court of the 3rd Region (TRF-3) suspended the injunction that allowed the betting platform Stake to continue operating in Brazil until October 25, in response to a request from the Federal Attorney General's Office. The decision does not judge the merit of the action, but removes the company's temporary judicial protection, allowing the government to implement the restrictions of the provisional measure that extinguishes betting authorizations.