
Empresas de Campinas e região já iniciam o planejamento para a adaptação ao fim da escala 6x1, com previsão de aumento de 15% a 20% no quadro de funcionários no setor hoteleiro e preocupação com impactos operacionais e financeiros no comércio, bares e restaurantes, enquanto trabalhadores celebram a possibilidade de mais tempo livre e qualidade de vida.
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A proposta aprovada pelo Senado prevê dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e a diminuição gradual da carga horária de 44 para 40 horas semanais, com um período de transição de 14 meses dividido em duas etapas: primeiros 60 dias para redução de 44 para 42 horas semanais e 12 meses seguintes para 40 horas semanais.
Mesmo antes da entrada em vigor do fim da escala 6x1, empresas de Campinas e região já começam a recalcular custos e reorganizar equipes. Em um hotel da metrópole, a projeção é ampliar o quadro de funcionários entre 15% e 20% para garantir a operação com a nova jornada, enquanto representantes do comércio e do setor de bares e restaurantes preveem desafios para adaptar escalas de trabalho sem interromper o atendimento.
A proposta aprovada pelo Senado prevê dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e a diminuição gradual da carga horária de 44 para 40 horas semanais.
Enquanto trabalhadores comemoram a possibilidade de mais tempo livre e convivência familiar, empresários avaliam os efeitos da mudança sobre custos, contratações e produtividade nos segmentos que dependem de equipes atuando aos fins de semana, feriados e no período noturno.
Adaptação já começou
No setor hoteleiro, a mudança já faz parte do planejamento para 2027. Segundo Michael Matsuda, gerente de operações de um hotel de Campinas, a expectativa é ampliar o quadro de funcionários entre 15% e 20% para manter a cobertura das escalas e garantir o funcionamento dos serviços.
"Teremos colaboradores mais dispostos ao trabalho. A escala 6x1, olhando pelo lado da nossa equipe de operação, é um tanto quanto puxada", afirmou.
De acordo com Matsuda, o impacto financeiro deverá ser absorvido por meio de reajustes planejados em serviços como hospedagem e estacionamento, além da renegociação de contratos.
Apesar dos custos adicionais, os funcionários avaliam a mudança de forma positiva. Para Pedro Ventura, supervisor de eventos do hotel, a aprovação da proposta representa mais qualidade de vida.
"Quem trabalhou nessa escala 6 por 1 sabe que é puxado. A expectativa era grande e feliz que aprovou", disse.
Hotel de Campinas (SP) prevê aumentar em até 20% o quadro de funcionários com o fim da escala 6x1 de trabalho no Brasil — Foto: Reprodução/EPTV
Comércio avalia cenário
No comércio, a avaliação inicial é mais cautelosa. Patrícia Auxiliadora, gerente comercial, acredita que, pelo menos em um primeiro momento, não será necessário ampliar o quadro de funcionários.
"Conforme for acontecendo e a gente for estudando, vamos fazendo esse remanejamento", afirmou.
Segundo ela, a principal dúvida é como serão distribuídas as novas folgas sem comprometer os períodos de maior movimento, especialmente aos sábados.
Setores preveem aumento de custos
Presidente da Abrasel na Região Metropolitana de Campinas, André Mandetta — Foto: Reprodução/EPTV
Entre as entidades empresariais, a preocupação está concentrada nos impactos operacionais e financeiros da mudança.
Para André Mandetta, presidente regional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) , a alteração exigirá uma reorganização das equipes e poderá provocar aumento de custos para bares e restaurantes.
"Os impactos serão inevitáveis. Num primeiro momento, com certeza haverá necessidade de adaptação, e num segundo momento o aumento de custos pode ficar entre 15% e 20%", afirmou.
Já Jaime Vasconcelos, economista do Sindivarejista Campinas, avalia que o varejo está entre os segmentos mais expostos aos efeitos da nova jornada.
"O setor como um todo vai ter que se adaptar de forma muito célere a uma mudança estrutural do mercado de trabalho", disse.
Possíveis ganhos para trabalhadores e empresas
Na avaliação de Franciele Aparecida Gurgel, presidente da Comissão de Direito do Trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Campinas, a redução da jornada pode trazer benefícios não apenas para os funcionários, mas também para as próprias empresas.
"Quando o funcionário está satisfeito com o trabalho e não está sobrecarregado, a produtividade pode aumentar e a sobrecarga diminuir", explicou.
Segundo a especialista, o principal desafio agora será a adaptação dos diferentes setores às novas regras, conciliando a necessidade de manter as operações funcionando com a garantia de mais tempo de descanso para os trabalhadores.
Quando a mudança começa a valer?
As novas regras não entram em vigor imediatamente. A proposta prevê um período de transição de 14 meses, dividido em duas etapas:
Primeiros 60 dias: redução da jornada de 44 para 42 horas semanais, com duas folgas que não precisam ser consecutivas.
12 meses seguintes: redução da jornada para 40 horas semanais.
Durante esse período, os salários não poderão ser reduzidos.
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O setor hoteleiro de Campinas aumentará o quadro de funcionários entre 15% e 20% para se adaptar à nova jornada de trabalho.
Likely · Within months
Bares e restaurantes da Região Metropolitana de Campinas enfrentarão aumento de custos entre 15% e 20% devido à reorganização de equipes exigida pelo fim da escala 6x1.
Possible · Within months

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