Flávio Bolsonaro e Lula lideram rejeição em pesquisa Datafolha, com Augusto Cury em ascensão
Quick Look
- Pesquisa Datafolha mostra Flávio Bolsonaro com 47% de rejeição e Lula com 45%, enquanto Augusto Cury (Avante) salta para 9% após aumento de seguidores nas redes.
- Margem de erro é de dois pontos.
- Outros candidatos como Romeu Zema e Ronaldo Caiado têm rejeição acima de 13%.
AI-generated summary
Why It Matters
Pesquisa Datafolha mede rejeição de candidatos à Presidência em 2026, com Flávio Bolsonaro e Lula liderando os índices de não voto. Augusto Cury teve aumento de visibilidade após estratégia nas redes sociais.
Os dois líderes da corrida ao Planalto deste ano seguem à frente também na disputa de rejeição. Segundo o Datafolha, dizem não votar de modo algum em Flávio Bolsonaro (PL) 47% dos eleitores, enquanto 45% afirmam o mesmo sobre Lula (PT).
Novidade nesta nova rodada dos levantamentos do instituto, Augusto Cury (Avante) registra uma rejeição de 9%. Ela é de 16% para Romeu Zema (Novo), 15% para Renan Santos (Missão) e 13% para Ronaldo Caiado (PSD). A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.
Na sequência, aparecem Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO), ambos com 9% de rejeição cada um —mesmo índice de Cury. Já Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC) marcam 8% cada, seguidos por Hertz Dias (PSTU), com 7%, e Wilson Grassi (Democrata), com 6%.
Dizem que não votariam em nenhum candidato ou que rejeitam todos 1% dos ouvidos. Já os que dizem não saber são 3%.
O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 125 cidades nesta terça (1º) e quarta-feira (2). A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03669/2026, foi encomendada pela TV Globo e pela Folha.
Há duas semanas, os pesquisadores haviam aferido que a rejeição de Flávio estava em 46% e a de Lula, em 45%, mantendo com algumas variações o que se viu desde que ex-presidente Jair Bolsonaro sacou, da cadeia, o filho como seu candidato para o pleito deste ano.
Cury, na ocasião, era descartado por 8% dos eleitores, mas também era pouco conhecido. Uma estratégia de divulgação de seu nome nas redes fez saltar o seu número de seguidores no Instagram em 2,5 milhões de pessoas, e ele tem escassos 35 segundos por bloco no horário eleitoral gratuito.
Sua campanha nega que o impulsionamento por meio de influenciadores tenha sido algo pago ou com emprego de robôs, como suspeitam seus adversários.
Dos principais candidatos, estavam empatados tecnicamente na rodada anterior os ex-governadores Romeu Zema (16%) e Ronaldo Caiado (14%), além do nome do Missão, Renan Santos (14%).
O cenário cristaliza a noção de que este é um pleito de rejeições e deixa margem estreita na disputa pelos votos indecisos entre Lula e Flávio, além de levantar dúvidas sobre o espaço de crescimento de Cury e de outros candidatos.
De forma geral, marqueteiros veem uma taxa de rejeição acima de 40% como fatal para candidatos. O risco aumenta quando ela se combina com intenção de voto pouco robusta, sobretudo em segundos turnos contra candidatos menos rejeitados.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Augusto Cury pode continuar a ganhar rejeição se sua exposição nas redes sociais aumentar sem correspondente crescimento na intenção de voto
Possible · Within weeks
Open Questions
- O aumento de rejeição de Augusto Cury é sustentável ou apenas reflexo de exposição recente?
- Como a rejeição acima de 40% afetará o desempenho de Flávio Bolsonaro e Lula em um possível segundo turno?
- Qual o impacto da baixa rejeição de candidatos menores no cenário de votos indecisos?







