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BackJuiz faz desabafo após notar número crescente de casos de violência contra a mulher: 'Triste e preocupante'
Juiz faz desabafo após notar número crescente de casos de violência contra a mulher: 'Triste e preocupante'
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G144 minutes agoCrime3 min readBrazilView translation

Juiz faz desabafo após notar número crescente de casos de violência contra a mulher: 'Triste e preocupante'

O juiz Pedro Paulo Oliveira, titular da 5ª Vara Cível de Anápolis, classificou a situação como assustadora e pediu maior colaboração entre órgãos públicos para combater o problema.

Quick Look

  • O juiz Pedro Paulo Oliveira, de Anápolis (GO), utilizou as redes sociais para denunciar o aumento de casos de violência contra a mulher.
  • O magistrado classificou a situação como assustadora e apelou por ações conjuntas de órgãos públicos e conscientização masculina.

AI-generated summary

Why It Matters

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou um aumento de 4,3% nos casos de feminicídio em Goiás entre 2024 e 2025.

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O juiz Pedro Paulo Oliveira desabafou nas redes sociais nesta terça-feira (3) sobre o aumento de casos de violência contra a mulher em Anápolis.

No pronunciamento, o magistrado classificou a situação como "assustador" e pediu a colaboração de órgãos públicos e polícias para diminuir as ocorrências.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Goiás registrou aumento de 4,3% de 2024 para 2025, somando 59 mulheres vítimas no estado.

Em contrapartida, as mortes violentas intencionais recuaram 12,7% no território goiano em 2025, e os homicídios dolosos apresentaram queda de 14,9%.

O juiz Pedro Paulo Oliveira, titular da 5ª Vara Cível da comarca de Anápolis, na região central de Goiás, fez um desabafo nas redes sociais sobre o número de casos de violência contra a mulher. Segundo ele, há um número crescente de casos a cada vez que ele trabalha no plantão judiciário. No vídeo, Pedro Paulo descreve a situação como algo "assustador".

"É triste e preocupante ver a quantidade de mulheres que continuam sendo vítimas de ameaças, humilhações, agressões e até mesmo perdendo a própria vida. [...] Nenhuma mulher deveria ter medo de quem prometeu amá-la. Nenhum lar deveria ser um lugar de sofrimento", disse ele.

O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Anápolis e com a Secretaria Estadual de Segurança Pública para um posicionamento sobre o combate à violência contra a mulher e os números mais recentes sobre os casos.

O vídeo foi publicado no perfil do juiz nesta terça-feira (3). Em seu pronunciamento, o magistrado disse que nota um aumento do número de mulher vítimas de violência física, emocional e financeira. "São muitas ocorrências. É assustador ver que todas as vezes que eu estou de plantão, há um número crescente de violência contra a mulher", desabafou.

O juiz ainda fez um chamamento ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, às polícias e aos órgãos federais, estaduais e municipais envolvidos para trabalharem na diminuição dos casos. Além disso, o magistrado falou sobre a necessidade de conscientizar a população masculina sobre o tema.

"A violência contra a mulher não pode ser tolerada. Existem mulheres que também praticam violências contra os homens, mas a grande maioria são os homens que procuram resolver os problemas com violência", completou.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado em julho deste ano, Goiás registrou um aumento de 4,3% no número de feminicídios de 2024 para 2025. No Brasil, o aumento foi de 4%. No ano passado, foram 59 vítimas no estado, representando uma taxa de 1,6 morte por 100 mil mulheres.

Apesar disso, a quantidade de mortes violentas intencionais recuou 12,7% em Goiás em 2025, na comparação com o ano anterior. Em todo o país, a queda foi de 8,2%.

Os dados também mostraram que o número de ocorrências de homicídios dolosos, quando há intenção de matar, caiu 14,9% em Goiás, acima do recuo nacional, que foi de 9,8%. Em todo o estado, foram 813 vítimas em 2025.

Open Questions

  • Quais medidas específicas a prefeitura adotará?
  • Como será a estratégia de conscientização masculina?

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This article was originally published by G1.

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