Lorenzo Pazolini promete extinguir cargos comissionados se eleito governador do Espírito Santo
Candidato do Republicanos defendeu gestão baseada em cortes de gastos e eficiência administrativa durante entrevista ao Gazeta Meio Dia
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O candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), prometeu extinguir cargos comissionados e realocar recursos do orçamento estadual de R$ 34 bilhões para financiar propostas de saúde, educação e segurança, usando sua gestão em Vitória como modelo.
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Why It Matters
Lorenzo Pazolini é ex-prefeito de Vitória e concorre ao governo do Espírito Santo nas eleições de 2026. O candidato baseia sua plataforma na experiência administrativa obtida na capital capixaba.
O candidato ao governo do Espírito Santo Lorenzo Pazolini (Republicanos) prometeu, durante entrevista ao vivo no Gazeta Meio Dia nesta terça-feira (15), extinguir cargos comissionados caso seja eleito e afirmou que pretende levar para todos o estado medidas adotadas durante sua gestão como prefeito de Vitória.
Segundo Pazolini, quando assumiu a Prefeitura de Vitória, em 2021, extinguiu 50% dos cargos e a medida gerou uma economia de mais de R$ 150 milhões.
“Só com a extinção de cargos, nós economizamos mais de R$ 150 milhões. Esse foi o dinheiro que nós usamos na saúde”, afirmou.
Questionado se faria o mesmo no governo do Espírito Santo, o candidato respondeu que sim. "Certamente, cargos políticos e de livre nomeação", disse.
Apesar de apresentar a capital como referência em áreas como saúde, educação e segurança, Pazolini não apresentou estimativas de quanto custariam as propostas previstas em seu plano de governo.
Ao longo da entrevista, o candidato citou diversas vezes ações realizadas em Vitória para responder a perguntas sobre segurança, saúde, educação e gestão pública. Entre as propostas apresentadas, está a ampliação do ensino de tempo integral.
Durante a entrevista, Pazolini foi questionado sobre quanto custariam as propostas apresentadas em seu plano de governo e de onde sairiam os recursos para executá-las.
Entre as medidas citadas, estão a construção de presídios e hospitais, ampliação de Caps, expansão do ensino em tempo integral, aumento de investimentos na atenção básica e criação de um novo fundo regional.
O candidato não apresentou uma estimativa em reais. Ele afirmou que as medidas podem ser realizadas com o orçamento atual do estado, por meio da realocação de recursos.
"A estimativa cabe no orçamento atual do estado. Essa é a grande questão. O dinheiro já existe. O dinheiro já está lá. Nós temos um orçamento de R$ 34 bilhões. O que precisa é ser escolhida prioridade. Essa é a grande diferença. Nós cortamos mordomias, cortamos privilégios", afirmou.
Pazolini foi questionado novamente sobre quanto custariam as propostas, mesmo que fosse uma estimativa. "Dentro do orçamento de 34 bi, esse número é suficiente para fazer essas políticas públicas acontecerem", completou.
O candidato afirmou que não pretende aumentar impostos e que pretende reduzir o tamanho da máquina pública e realocar recursos já previstos no orçamento.
"O processo não é a majoração de despesas, não é aumentar impostos. A população não aguenta mais impostos. É simplesmente ter uma gestão eficaz e eficiente", disse.
Na saúde, Pazolini prometeu zerar filas de consultas e exames, ampliar leitos, credenciar a rede privada, criar mais Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e ajudar financeiramente os municípios na atenção básica.
Questionado sobre de onde sairia o dinheiro para colocar as medidas em prática, voltou a citar a experiência de Vitória e a redução de despesas na prefeitura. "Em Vitória, nós zeramos a fila das especialidades", afirmou.
Segundo o candidato, a redução dos cargos comissionados e o corte de despesas permitiram direcionar recursos para a área.
"Foi assim que deu certo em Vitória. É economizar, é diminuir o custeio, é extinguir a corrupção, é fazer com que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa", disse.
Na segurança pública, Pazolini afirmou que pretende ampliar o sistema estadual de reconhecimento facial e integrar câmeras privadas ao sistema.
Ele também citou ações realizadas durante sua gestão em Vitória, como a redução dos homicídios, a integração da Guarda Municipal com outras forças de segurança e a ampliação das escolas em tempo integral.
"Em Vitória, nós tratamos a política de segurança pública integrada à educação, à saúde, à assistência social e foi por isso que nós tivemos bons resultados", afirmou.
Questionado sobre a ausência de uma previsão específica para câmeras corporais no plano de governo, Pazolini afirmou ser favorável ao equipamento, mas disse que a tecnologia não deve ser utilizada de forma universal em todas as ações policiais.
Segundo ele, há situações em que o registro das imagens pode expor vítimas, principalmente crianças e pessoas envolvidas em crimes de natureza sexual.
"Eu sou a favor, mas ela tem que ser utilizada com muito respeito ao cidadão. A vítima não pode ser revitimizada", afirmou.
Pazolini citou a experiência da Guarda Municipal de Vitória, que, segundo ele, já utiliza câmeras. O candidato afirmou ainda que imagens dos equipamentos já foram usadas em sentenças judiciais e denúncias do Ministério Público.
Na entrevista, Pazolini também foi questionado sobre sua proximidade com o bolsonarismo e sobre o "8 de janeiro". Perguntado se considera os atos uma tentativa de golpe, o candidato não classificou o episódio dessa forma.
Pazolini afirmou que os envolvidos deveriam responder pelos danos provocados nos prédios públicos e defendeu que as penas sejam proporcionais às condutas.
“As pessoas envolvidas no 8 de janeiro deveriam responder pelo crime de dano, dano qualificado”, afirmou.
Pazolini também criticou a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar parte dos acusados e afirmou que os processos deveriam ter tramitado na primeira instância da Justiça Federal.
Na educação, Pazolini prometeu ampliar o ensino em tempo integral para os municípios capixabas e investir na primeira infância.
Ele citou novamente a experiência de Vitória, onde afirmou ter ampliado de quatro para 50 o número de escolas em tempo integral.
“É importante ressaltar e ampliar essa análise. Hoje, apenas 35% das crianças capixabas têm acesso à educação infantil”, afirmou.
O candidato também citou reajustes concedidos aos profissionais da educação durante sua gestão na capital. "Enquanto prefeito de Vitória, nós concedemos 47% de aumento, 47% de valorização salarial em praticamente 5 anos", disse.
Questionado sobre como pretende financiar a valorização dos professores no estado, Pazolini voltou a afirmar que os recursos já estão previstos no orçamento.
"O dinheiro já está lá, já existe. Não é criar novos recursos, muito pelo contrário, é diminuir o tamanho da máquina, mas ter eficiência", afirmou.
Como candidato ao governo, Pazolini também foi questionado sobre o fato de citar repetidamente Vitória durante a entrevista e sobre como pretende levar suas propostas para os demais municípios.
Ele afirmou que pretende criar políticas específicas para as diferentes regiões e citou um plano de redução das desigualdades regionais.
Pazolini falou também que pretende atuar para gerar emprego e renda no Sul do estado e afirmou que, quando cita Vitória, é para apresentar um exemplo de gestão que poderia ser adaptado à realidade estadual. "Quando eu cito o exemplo de Vitória é porque o Brasil está se espelhando em Vitória", disse.
Sobre a mobilidade na Grande Vitória, Pazolini defendeu uma maior integração entre os municípios e afirmou que o governador deve coordenar as ações da Região Metropolitana.
Ele citou obras e projetos realizados em Vitória e defendeu melhorias nos terminais de ônibus, na segurança, nos veículos e na qualidade do transporte coletivo.
Na consideração final, Pazolini voltou a citar Vitória como exemplo e disse que pretende levar para o estado as "boas práticas" adotadas na capital.
"Vitória deu certo porque uniu as pessoas, porque uniu lideranças comunitárias, porque uniu uma boa gestão técnica. E é isso que nós precisamos do estado", afirmou.
Lorenzo Pazolini foi auditor do Tribunal de Contas do Espírito Santo, delegado da Polícia Civil, deputado estadual e prefeito de Vitória. Quatro anos depois, foi reeleito para mais um mandato. Em abril de 2026, renunciou ao cargo para concorrer ao governo do Espírito Santo.
A TV Gazeta iniciou, nesta segunda-feira (14), uma rodada de entrevistas com candidatos ao governo do Espírito Santo nas eleições de 2026. O primeiro entrevistado foi Ricardo Ferraço (MDB). Na terça-feira (15) foi a vez de Lorenzo Pazolini (Republicanos) e na quarta (16), Helder Salomão (PT).
As entrevistas são realizadas ao vivo, no estúdio do Gazeta Meio Dia, e transmitidas para todo o Espírito Santo. O conteúdo também pode ser acompanhado pelo g1 e pelo Globoplay.
Open Questions
- Qual o impacto real da extinção de cargos na estrutura administrativa estadual?
- Como será feita a realocação de recursos sem comprometer serviços essenciais?



