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Moradores denunciam uso de CPFs em retiradas de medicamentos pelo Farmácia Popular em MG
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Moradores denunciam uso de CPFs em retiradas de medicamentos pelo Farmácia Popular em MG

Quick Look

  • Quatro moradores descobriram medicamentos registrados em seus nomes sem autorização em uma drogaria do centro da cidade por meio do aplicativo Meu SUS Digital.
  • O Ministério da Saúde suspendeu a participação da farmácia no Programa Farmácia Popular e a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar possíveis fraudes envolvendo dados pessoais obtidos talvez em uma academia local.

AI-generated summary

Why It Matters

O Programa Farmácia Popular do Ministério da Saúde oferece medicamentos com descontos à população. O aplicativo Meu SUS Digital permite que usuários consultem seu histórico de atendimentos e retiradas de medicamentos.

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Os moradores descobriram as movimentações ao consultar o aplicativo Meu SUS Digital, depois de receberem informações de que outras pessoas da cidade também poderiam estar sendo vítimas de irregularidades. Nos históricos, eles identificaram registros de medicamentos que dizem nunca ter solicitado ou retirado.

Os quatro boletins de ocorrência apontam para uma mesma drogaria, localizada no centro da cidade. O Ministério da Saúde confirmou que recebeu duas denúncias relacionadas ao caso e informou que a participação do estabelecimento no programa foi suspensa. A farmácia está sob investigação.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as possíveis irregularidades. Em nota, informou que já está entrando em contato com as vítimas para tomar as providências necessárias.

Entre os casos descritos nos boletins estão os de dois homens, de 32 e 37 anos, e duas mulheres, de 35 e 48 anos.

Um dos homens identificou quatro medicamentos registrados em seu nome: espironolactona, Glifage XR, succinato de metoprolol e Zart. A mulher de 35 anos encontrou cinco medicamentos vinculados ao CPF dela. O homem de 37 anos também identificou cinco registros, com movimentações datadas de 30 de junho e 21 de agosto de 2025.

Já a mulher de 48 anos relatou ter encontrado dez medicamentos registrados em seu nome. Os boletins não detalham os nomes dos remédios nesses três últimos casos.

Segundo os relatos registrados nos boletins, moradores levantaram a hipótese de que os dados pessoais possam ter sido obtidos por meio de cadastros feitos em uma academia da cidade. A suspeita, no entanto, não foi confirmada.

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e que divulgará mais informações assim que possível.

"O Ministério da Saúde realiza monitoramento regular no Programa Farmácia Popular, com mecanismos robustos de controle no Sistema Autorizador de Vendas e tecnologias que permitem identificar padrões atípicos na frequência de retirada de medicamentos e na quantidade dispensada em relação à população atendida, entre outros critérios. Em agosto deste ano, foi publicada uma portaria de modernização do programa, que, entre outras ações, prevê a implementação de novos critérios para a classificação de risco."

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • A Polícia Civil concluirá o inquérito e indicará se há responsabilidade criminal da drogaria ou de terceiros.

    Likely · Within weeks

  • O Ministério da Saúde pode aplicar sanções administrativas à farmácia, incluindo exclusão definitiva do Programa Farmácia Popular.

    Possible · Within months

Open Questions

  • Como os dados pessoais das vítimas foram obtidos?
  • A academia mencionada realmente teve envolvimento no vazamento de dados?
  • Quantas outras pessoas podem ter sido afetadas pela mesma fraude?
  • Quais serão as penalidades para a drogaria se as irregularidades forem confirmadas?

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This article was originally published by G1.

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