Operação Make Up investiga desvios de verbas públicas envolvendo Mario Frias
Polícia Federal e CGU apuram irregularidades no uso de emendas parlamentares e repasses a entidades ligadas à produtora Karina Gama
Quick Look
- A Operação Make Up, da PF e CGU, cumpriu 49 mandados de busca contra o deputado Mario Frias e a produtora Karina Gama.
- A investigação apura desvios de emendas parlamentares e verbas públicas destinadas a entidades sem comprovação de serviços prestados.
AI-generated summary
Why It Matters
A Operação Make Up investiga o uso indevido de emendas parlamentares e verbas públicas direcionadas a entidades ligadas à produtora Karina Gama.
As medidas foram determinadas no âmbito da Operação Make Up, realizada conjuntamente pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
Além de Frias, a produtora Karina Gama é um dos principais alvos da operação. Duas entidades de propriedade dela — o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC) — também foram alvo de buscas pelos agentes da corporação.
Segundo a Polícia Federal, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados.
Os investigadores apontam que foram identificadas movimentações financeiras de centenas de milhões de reais e tentativas de ocultação dos desvios que perduraram até julho deste ano. O inquérito apura a ocorrência dos seguintes crimes:
Uma auditoria realizada pela CGU identificou indícios de irregularidades no direcionamento de uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões indicada por Mario Frias para entidades ligadas a Karina Gama.
Frias figura como roteirista e produtor-executivo do longa-metragem "Dark Horse", filme ainda não lançado que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem o ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal.
O processo relatado por Flávio Dino tramitava inicialmente na Justiça de São Paulo antes de ser remetido ao STF em razão do foro por prerrogativa de função.
Esse inquérito concentra o foco estritamente no uso de emendas parlamentares e verbas públicas direcionadas a entidades e empresas ligadas à produção.
Paralelamente, o Supremo analisa outra frente sobre o financiamento de "Dark Horse", sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Esse segundo inquérito examina repasses que somam US$ 12,3 milhões feitos a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL). O caso ganhou novos desdobramentos após a homologação da delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, o "Mineiro", que detalhou transferências para um fundo no exterior.
Em manifestação anterior enviada ao Supremo Tribunal Federal, o deputado Mario Frias negou irregularidades e sustentou que os valores das emendas destinadas às entidades não foram aplicados em "qualquer produção cinematográfica".
Até a última atualização desta reportagem, a defesa dos investigados não havia se pronunciado sobre as decisões proferidas pelo STF.
Open Questions
- Quais serão as provas concretas apresentadas pela PF?
- Qual o desfecho dos inquéritos no STF?






