
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram em janeiro de 2026 o estudo das terras raras no Complexo Barreira, em Caracaraí, Roraima, visando identificar elementos presentes, medir concentrações e desenvolver métodos de separação usando nanotecnologia, com ênfase no processamento de argilas iônicas de alta capacidade de troca de cátions.
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O Complexo Barreira, em Caracaraí, Roraima, contém argilas com alta capacidade de troca de cátions, que atraem e retêm elementos de terras raras devido à diferença de carga entre as partículas de argila (negativa) e os elementos (positiva).
No Complexo Barreira, foram identificadas argilas com alta capacidade de troca de cátions (CTC), o que permite que elas atraiam e retenham elementos com carga positiva. As partículas de argila têm carga negativa, enquanto os elementos de terras raras têm carga positiva. Essa diferença faz com que os elementos fiquem presos às argilas.
A programação da tarde foi iniciada por volta das 14h pelo professor doutor em Geologia Nilson Francisquini, da Universidade de Brasília (UnB), com a palestra “Desafios na prospecção e exploração de depósitos de terras raras do tipo absorção iônica: exemplos brasileiros”.
Durante a palestra, entre outros assuntos, ele explicou as características das argilas onde podem ser encontrados elementos de terras raras, como as argilas iônicas, capazes de "prender" os elementos.
A área estudada em Caracaraí tem mais de 120 mil hectares, rochas, argilas de aspecto brilhante, e fica localizada entre duas serras.
Para Henrique, o tamanho do complexo é comparável a área territorial da cidade de São Paulo e exige um trabalho amplo de mapeamento.
Durante o momento de perguntas e respostas, ele ressaltou que a pesquisa acadêmica é importante para entender o potencial mineral da região e desenvolver formas de exploração que considerem critérios de sustentabilidade e proteção ambiental.
Questionado se a região de Caracaraí pode ser considerada tecnicamente uma reserva de terras raras, o pesquisador Henrique Eisi Toma afirmou que ainda é cedo para fazer uma classificação.
Segundo ele, o projeto está há seis meses em andamento [na USP] e, nesse período, a equipe já mapeou a região central do complexo e realizou mais de 100 análises exploratórias. Agora, as amostras passam por análises mais detalhadas para identificar quais terras raras estão presentes e em que quantidade.
“Agora é científico, então temos que ter todos os resultados dessas análises para saber quanto de fato há de terras raras”, explicou.
“A gente vai usar água com a argila, a gente vai usar sulfatos […] esse estudo é fundamental para definir qual é o procedimento, qual é o processo que a gente vai escolher para a continuidade do programa”, explicou Kalil Toledo.
O pesquisador explicou que a separação das terras raras é um processo difícil e que pode exigir grande quantidade de recursos, solventes e energia, o que nem sempre é economicamente viável. Por isso, o estudo busca trabalhar com as argilas, presentes na área em Roraima e consideradas mais simples de processar.
A Universidade de São Paulo (USP) começou a estudar as terras raras de Roraima, no Complexo Barreira, em janeiro de 2026 e busca identificar quais elementos estão presentes nas região, medir a concentração deles e desenvolver formas de separá-los com a nanotecnologia, o que é apresentado por Toma nesta sexta-feira (18).
Ao falar sobre as terras raras, Eisi destacou a importância dos elementos para a indústria. No caso estudado em Roraima, a proposta é usar a nanotecnologia para manipular e separar os elementos, que têm propriedades químicas muito semelhantes e, por isso, são difíceis de processar e separar.
AI outlook — possibilities, not facts
A equipe da USP concluirá as análises detalhadas das amostras para identificar as terras raras presentes e suas quantidades nos próximos meses.
Likely · Within months
O estudo definirá um processo de separação de terras raras usando argilas e nanotecnologia para continuar o programa de pesquisa.
Possible · Within months

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