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Polícia Federal aponta irregularidades em transferência de R$ 7,15 bilhões envolvendo Banco Master e BRB
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Polícia Federal aponta irregularidades em transferência de R$ 7,15 bilhões envolvendo Banco Master e BRB

Laudo da PF indica artificialidade em créditos da empresa Tirreno e ausência de comprovação de pagamentos pelo Banco Master

Quick Look

  • A Polícia Federal identificou indícios de fraude em R$ 7,15 bilhões em créditos transferidos pela Tirreno ao Banco Master.
  • O laudo aponta artificialidade na criação dos ativos e falta de comprovação de pagamentos, envolvendo também o Banco Regional de Brasília (BRB).

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Why It Matters

O caso envolve investigações no STF sobre a origem de créditos do Banco Master e sua relação com o BRB. A Tirreno, empresa central no caso, foi criada pouco antes das transações sob suspeita.

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A Polícia Federal (PF) identificou fortes indícios de irregularidades na transferência de R$ 7,15 bilhões em créditos da empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Créditos e Participações ao Banco Master em 2024 e 2025.

No laudo, a PF afirma que a Tirreno não tinha capacidade compatível para a originação dos créditos (geração ou concessão dos empréstimos) e identificou indícios de artificialidade (padrões incompatíveis, como repetição atípica de valores e contratos) nos registros analisados.

A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Posteriormente, esses direitos creditórios, segundo a PF, teriam sido repassados ao Banco Regional de Brasília (BRB), que está no centro das investigações sobre o escândalo do Master e sobre a origem da carteira adquirida pelo banco público.

Segundo a atual gestão do BRB, a crise revelou um rombo de R$ 8,8 bilhões na instituição, associado a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.

Indícios de fraudes

Segundo o laudo da PF, a empresa, que originalmente se chamava SX 016 Empreendimentos e Participações e depois teve seu nome alterado para Tirreno, foi criada em novembro de 2024, um mês antes da primeira transferência de créditos ao Master, no valor de cerca de R$ 280 milhões.

Na formação dos créditos vendidos, a PF identificou "padrões recorrentes e incomuns de distribuição de valores, replicação de contratos e concentração de atributos, que são indícios fortes de artificialidade."

Além dos indícios de irregularidades na formação da carteira, a Polícia Federal não encontrou evidências de que os valores das cessões dos créditos tenham sido efetivamente pagos pelo Master à empresa.

"Os exames realizados não identificaram evidências de liquidação financeira efetiva das cessões mediante disponibilização dos recursos em conta corrente de livre movimentação da Tirreno. A única conta corrente de titularidade da empresa identificada no Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS), foi aberta apenas em 23/05/2025 (após a realização de todas as cessões examinadas) e sem movimentação financeira", diz o laudo da PF.

Open Questions

  • Qual o destino final dos recursos supostamente transferidos?
  • Quais as implicações legais diretas para os executivos do Banco Master?

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This article was originally published by G1.

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