
Com taxa de 17,6 mortes por 100 mil habitantes, município supera média estadual e enfrenta escalada de violência ligada ao crime organizado
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Rio Claro enfrenta uma disputa territorial entre facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, que buscam o controle do tráfico de drogas na região.
Rio Claro (SP) está entre os municípios paulistas com mais de 100 mil habitantes que registram os maiores índices de mortes violentas intencionais no estado. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a cidade registrou uma taxa de 17,6 mortes por 100 mil habitantes, empatando na liderança do ranking com Caraguatatuba, no litoral norte.
O índice coloca o município bem acima da média do estado de São Paulo, que foi de 7,8 mortes por 100 mil habitantes. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) apontam que Rio Claro registrou 28 vítimas de homicídio doloso em 2025. Em todo o estado, foram 2.527 casos no mesmo ano.
Mortes violentas intencionais em SP
Rio Claro: 17,6 e Caraguatatuba: 17,6
Araçatuba: 15,8
Pindamonhangaba: 15,6
Caçapava: 15,0
Votuporanga: 14,9
Itapecerica da Serra: 12,3
Itapevi: 12,3
Bauru: 12,2
Itaquaquecetuba: 11,7
Média Estadual: 7,8
Sensação de insegurança e violência doméstica
A estatística reflete tragédias cotidianas que assustam a população. Em dezembro, um feminicídio marcou o bairro do Estádio, quando um homem de 64 anos esfaqueou e ateou fogo ao corpo da companheira, de 71 anos, provocando um incêndio no imóvel. Ambos morreram.
Vizinhos contam que o trauma permanece na rotina do bairro. "A gente vê na televisão casos que acontecem, mas quando é algo que acontece próximo e alguém que você conhece, você sabe que é bem mais perigoso. Acaba ficando com medo, com mais receio de sair na rua", relatou a empreendedora Rosângela Gomes.
Disputas de facções e perfis dos crimes
De acordo com a advogada Cleidiane Segal, a métrica de mortes violentas intencionais abrange homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, feminicídio, latrocínio e mortes por intervenção policial.
Muitos dos episódios em Rio Claro obedeceram a um padrão direto de atuação violenta.
"Na realidade, são mortes características de guerra de facção, que são mortes rápidas, execuções mesmo, envolvendo inclusive fraude processual, que é a queima de veículo para atrapalhar nas investigações", explicou Cleidiane.
Embora o tráfico de drogas tenha grande participação no resultado, a advogada faz ressalvas sobre como os dados devem ser interpretados pelo poder público. "A gente não pode simplificar o problema. O ideal é pegar esse ranking como base e daí estudar quais são os tipos de mortes desse ranking para então criar políticas preventivas", conclui a advogada.
Em dezembro de 2025, o g1 mostrou que a disputa violenta entre as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) transformou o município de Rio Claro (SP) em um campo de batalha pelo controle do tráfico de drogas.
Historicamente caracterizada por uma atuação pulverizada e pela ausência de um "dono" exclusivo no crime organizado local, a cidade passou a registrar uma escalada nas execuções, impulsionada também por dissidentes do PCC e grupos regionais, como o "Bonde do Magrelo", que se aliaram ao CV para desafiar a facção paulista.
A ausência de hegemonia refletiu diretamente nos índices de criminalidade, fazendo o número de assassinatos disparar 26,3% em 2025. Com 24 homicídios dolosos registrados até setembro daquele ano — incluindo ao menos oito execuções diretas —, a taxa de homicídios da cidade atingiu 11,92 por 100 mil habitantes, patamar quase três vezes superior à média do estado de São Paulo.

O suspeito conhecido como 'Barão', apontado como líder de uma organização de roubo de cargas, morreu em confronto policial no Piauí. A operação recuperou 30 toneladas de azeite e azeitonas e resultou na prisão de dois homens. Familiares do suspeito também são investigados.

Uma adolescente de 14 anos, vítima de estupro em Ribeirão Claro (PR), foi resgatada ilesa em Aparecida do Taboado (MS). O suspeito, que possuía mandado de prisão preventiva, foi detido em operação conjunta da Polícia Federal e Polícia Civil do Paraná.

Savana Oliveira denunciou ter sido vítima de agressão física e homotransfobia por cinco homens no Space Gummy Bar, em Brasília. A vítima foi socorrida pelos bombeiros e o caso está sob investigação da 3ª Delegacia de Polícia.

O advogado Gabriel da Silva Alves foi encontrado morto na zona rural de Xique-Xique, Bahia, no sábado (29). Ele estava desaparecido desde o dia 22 de agosto, após sair de um bar. A polícia investiga o caso, mas ainda não há suspeitos ou motivação identificada.

O atacante David Corrêa, do Vasco da Gama, foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (31). A operação da Polícia Civil do Espírito Santo investiga um esquema de tráfico interestadual de drogas e armas envolvendo o jogador.

Investigação em Boituva (SP) apura possível fraude à execução envolvendo o empresário Luiz Augusto Müller. Credora alega manobras jurídicas para desviar valores bloqueados judicialmente, enquanto escritórios de advocacia teriam recebido pagamentos prioritários.