Tentativa de homicídio com açaí envenenado: Larissa nega ter colocado veneno e afirma que adicionou leite condensado
Quick Look
- Larissa de Souza Batista nega ter colocado chumbinho ou qualquer veneno no açaí consumido pelo namorado Adenilson Ferreira Parente, afirmando que adicionou apenas leite condensado.
- A acusada está presa preventivamente desde abril e responde por tentativa de homicídio qualificado após laudos confirmarem a presença de chumbinho no produto.
- A primeira audiência de instrução ocorreu em 1º de abril, com depoimentos de testemunhas, incluindo o delegado investigador e a própria vítima, que sobreviveu após internação em UTI.
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Why It Matters
O caso teve início em 5 de fevereiro, quando Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, passou mal após consumir um açaí comprado por Larissa de Souza Batista em uma loja na Avenida Barão do Bananal, zona Leste de Ribeirão Preto. Laudos confirmaram a presença de chumbinho no produto, levando à indiciamento da acusada por tentativa de homicídio.
“Era leite condensado”, disse Larissa de Souza Batista ao ser questionada, em audiência na Justiça, sobre imagens que mostram o momento em que ela coloca algo no copo de açaí consumido pelo namorado, Adenilson Ferreira Parente, em Ribeirão Preto (SP) (veja vídeo acima).
Larissa é acusada pelo Ministério Público de tentar matar Adenilson com açaí envenenado. Durante o depoimento, ela negou ter colocado chumbinho, veneno ou qualquer substância escondida no produto para que ele passasse mal.
A primeira audiência de instrução do processo foi realizada na terça-feira (1º). No Fórum, foram ouvidas cerca de dez pessoas, entre elas o delegado Fernando Bravo, que investigou o caso, familiares, representantes da loja que vendeu o produto, a vítima e a própria acusada.
Larissa está presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP) desde abril. A defesa da ré foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
Larissa de Souza em depoimento — Foto: Reprodução/EPTV
Versão do leite condensado
No depoimento, Larissa afirmou que o casal comprou o açaí depois de fazer o pedido pelo celular para aproveitar uma promoção. Segundo ela, os dois foram para casa após sair da loja.
Ao ser questionada sobre o que aparece nas imagens, Larissa disse que havia colocado leite condensado no copo de Adenilson.
A acusada negou ter colocado chumbinho no açaí. Também negou ter colocado qualquer tipo de veneno ou algo escondido no copo para que Adenilson passasse mal.
Adenilson Ferreira Parente passou mal após comer açaí envenenado e polícia indiciou Larissa de Souza por tentativa de homicídio em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV
A versão é contestada pela acusação. Segundo documentos do processo, o leite condensado já havia sido colocado dentro do açaí durante a preparação na loja.
Em depoimentos anteriores, funcionárias do estabelecimento disseram que o pedido feito por Larissa não tinha item extra. O gerente também afirmou que os ingredientes escolhidos para os dois copos — morango, leite condensado e amendoim — foram misturados durante o preparo na cozinha.
Ainda segundo a investigação, o comprovante do pedido feito por aplicativo e imagens de câmera interna da loja reforçaram a versão dos funcionários.
A possibilidade de o envenenamento ter ocorrido dentro do estabelecimento foi descartada pelas autoridades desde o início das investigações.
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O que Larissa disse sobre o mal-estar
Segundo Larissa, depois de sair da loja, o casal foi para casa. Ela afirmou que, cerca de sete minutos após chegarem ao imóvel, Adenilson começou a reclamar que a garganta estava “travando”.
Larissa disse que sugeriu que ele fosse ao hospital. Também afirmou que, no mesmo momento, o casal ligou para o irmão de Adenilson, contou que o gosto do açaí estava ruim e enviou fotos do produto.
Durante o depoimento, Larissa também afirmou que ela e Adenilson seguem juntos e que tem interesse em continuar o relacionamento. Ele sempre afirmou acreditar na inocência dela.
Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, sobreviveu após ser envenenado com chumbinho ao consumir açaí em Ribeirão Preto, SP — Foto: Redes sociais
Relembre o caso
O caso aconteceu em 5 de fevereiro, depois que Adenilson, de 27 anos, passou mal ao comer um açaí comprado por Larissa em uma loja na Avenida Barão do Bananal, na zona Leste de Ribeirão Preto.
À polícia, Adenilson relatou que sentiu gosto de óleo de motor no produto. Ele chegou a ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas sobreviveu.
No inquérito, a Polícia Civil indiciou Larissa por tentativa de homicídio depois que laudos confirmaram a presença de chumbinho no açaí.
Segundo a investigação, câmeras de segurança descartaram manipulação do produto dentro da loja e reforçaram a suspeita de que Larissa mexeu no copo consumido pelo namorado.
O Ministério Público denunciou Larissa por tentativa de homicídio qualificado por meio cruel, uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia foi aceita pela Justiça.
Imagens de câmeras de segurança em loja onde Larissa comprou açaí consumido pelo namorado, que passou mal em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/ EPTV
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What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A Justiça deve decidir sobre a manutenção ou relaxamento da prisão preventiva de Larissa de Souza Batista nas próximas semanas.
Likely · Within weeks
Adenilson Ferreira Parente pode ser chamado novamente para depor em fase avançada do processo.
Possible · Within months
Open Questions
- Qual foi a motivação exata de Larissa para tentar envenenar o namorado?
- Há histórico de violência ou conflitos prévios no relacionamento?
- O leite condensado foi realmente adicionado por Larissa ou já estava no açaí preparado na loja?
- Quais serão os próximos passos do processo judicial após a primeira audiência de instrução?







