Veja quais senadores foram favoráveis e quem votou contra o fim da escala 6x1
Proposta reduz jornada semanal de 44 para 40 horas, com transição em duas etapas
Quick Look
- O Senado aprovou em dois turnos a PEC 221 que acaba com a escala de trabalho 6x1, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução de salário.
- Foram 75 votos a favor e 1 contra, do senador Hamilton Mourão.
- A mudança será gradual: primeiro para 42 horas após 60 dias da promulgação, depois para 40 horas após 12 meses.
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Why It Matters
A proposta de emenda à Constituição 221 visa acabar com a escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho e um de folga), reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo que um dos dias de descanso seja o domingo e sem redução de salário. A mudança será implementada em duas etapas: primeiro para 42 horas após 60 dias da promulgação, depois para 40 horas após 12 meses.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a PEC (proposta de emenda à Constituição) 221 pelo fim da escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho e um de folga). Nos dois turnos, foram 75 votos a favor e um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
A proposta teve 77 parlamentares presentes, incluindo o presidente da sessão, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que não votou. Entre os senadores, Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, não compareceu ao primeiro turno, mas votou a favor no segundo. Já Dr. Hiran (PP-RR) participou da primeira votação, mas não compareceu à segunda. Sergio Moro (PL-PR), Marcio Bittar (PL-AC) e Rogério Marinho (PL-RN) não compareceram a nenhum dos dois turnos, segundo o registro nominal.
Para ser aprovada, uma PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis no Senado, em dois turnos de votação.
A proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e cria a escala 5x2, sem redução de salário. Um dos dias de descanso semanal remunerado deve ser o domingo. A mudança será gradual. Sessenta dias após a promulgação e a publicação, o limite semanal cairá para 42 horas. Após 12 meses, irá para 40 horas.
Quem votou contra nos dois turnos
Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
Quem não votou em nenhum turno
Sergio Moro (PL-PR)
Marcio Bittar (PL-AC)
Rogério Marinho (PL-RN)
Quem não votou no primeiro turno
Ciro Nogueira (PP-PI) - votou a favor no segundo turno
Quem não votou no segundo turno
Dr. Hiran (PP-RR) - votou a favor no primeiro turno
Quem votou a favor nos dois turnos
Alan Rick (Republicanos-AC)
Alessandro Vieira (MDB-SE)
Ana Paula Lobato (PSB-MA)
Angelo Coronel (Republicanos-BA)
Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
Beto Faro (PT-PA)
Camilo Santana (PT-CE)
Carlos Fávaro (PSD-MT)
Carlos Portinho (PL-RJ)
Carlos Viana (PSD-MG)
Chico Rodrigues (PSB-RR)
Cid Gomes (PSB-CE)
Cleitinho (Republicanos-MG)
Confúcio Moura (MDB-RO)
Damares Alves (Republicanos-DF)
Daniella Ribeiro (PP-PB)
Dra. Eudócia (PSDB-AL)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eduardo Gomes (PL-TO)
Efraim Filho (PL-PB)
Eliziane Gama (PSD-MA)
Esperidião Amin (PP-SC)
Fabiano Contarato (PT-ES)
Fernando Dueire (PSD-PE)
Flávio Arns (PSB-PR)
Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Giordano (Podemos-SP)
Humberto Costa (PT-PE)
Irajá (PSD-TO)
Ivete da Silveira (MDB-SC)
Izalci Lucas (PL-DF)
Jader Barbalho (MDB-PA)
Jaime Bagattoli (PL-RO)
Jaques Wagner (PT-BA)
Jayme Campos (União-MT)
Jorge Kajuru (PSB-GO)
Jorge Seif (PL-SC)
Jussara Lima (PSD-PI)
Laércio Oliveira (PP-SE)
Leany Lemos (PSB-DF)
Lucas Barreto (PSD-AP)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Magno Malta (PL-ES)
Mara Gabrilli (PSD-SP)
Marcelo Castro (MDB-PI)
Marcos do Val (Avante-ES)
Marcos Rogério (PL-RO)
Nelsinho Trad (PSD-MS)
Omar Aziz (PSD-AM)
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Paim (PT-RS)
Plínio Valério (PSDB-AM)
Professora Dorinha Seabra (União-TO)
Randolfe Rodrigues (PT-AP)
Renan Calheiros (MDB-AL)
Renan Filho (MDB-AL)
Renzo Braz (PP-MG)
Roberta Acioly (Republicanos-RR)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Romário (sem partido-RJ)
Sargento Reginauro (PSDB-CE)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Soraya Thronicke (PSB-MS)
Styvenson Valentim (Podemos-RN)
Teresa Leitão (PT-PE)
Tereza Cristina (PP-MS)
Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
Wellington Fagundes (PL-MT)
Weverton (PDT-MA)
Wilder Morais (PL-GO)
Zenaide Maia (PSD-RN)
Zequinha Marinho (Podemos-PA)
A votação ocorreu em meio à disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidatos ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O fim da escala 6x1 é uma das bandeiras do governo Lula, que associa a mudança à ampliação dos direitos dos trabalhadores.
Flávio, que havia classificado a proposta como oportunista e eleitoreira, anunciou nesta terça-feira (13) que votaria a favor da PEC. O senador afirmou que a maioria dos trabalhadores quer o fim da escala, mas questionou quem pagará os custos da mudança para as empresas. Também defende uma proposta alternativa do PL de escala de trabalho flexível por horas.
Entidades empresariais de comércio, serviços e indústria se mobilizam contra a PEC, sob o argumento de que a mudança pode elevar custos e afetar a atividade econômica. Já os defensores da proposta destacam o direito ao descanso, a qualidade de vida dos trabalhadores e a possibilidade de reorganizar as jornadas sem reduzir salários.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A PEC 221 será promulgada pelo Presidente da República e publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.
Very likely · Within days
Entidades empresariais podem entrar com ações judiciais questionando a constitucionalidade da PEC ou seus efeitos econômicos.
Possible · Within weeks
O debate sobre uma escala de trabalho flexível por horas, proposta pelo PL, pode ganhar tração no Congresso como alternativa à PEC 221.
Possible · Within months
Open Questions
- Como as empresas, especialmente pequenas e médias, vão absorver os custos da redução de jornada sem redução de salário?
- Qual será o impacto da mudança nos setores de comércio, serviços e indústria?
- A proposta alternativa do PL de escala flexível por horas será votada ou avançada no Congresso?
- Como será a fiscalização e aplicação da nova jornada nos estabelecimentos?






