Como 'forasteiro' e racha entre aliados elevaram protagonismo da eleição para Senado em SC
Candidatura de Carlos Bolsonaro após sete mandatos como vereador no Rio de Janeiro remodelou e dividiu o tabuleiro da direita catarinense.
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A entrada do vereador carioca Carlos Bolsonaro na disputa ao Senado em Santa Catarina dividiu o PL, gerou racha na direita e transformou a eleição na principal atração do estado.
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Why It Matters
A entrada de Carlos Bolsonaro na disputa ao Senado em Santa Catarina alterou as articulações políticas locais e gerou divisões no PL.
Como 'forasteiro' e racha entre aliados elevaram protagonismo da eleição para Senado em SC
Candidatura de Carlos Bolsonaro após sete mandatos como vereador no Rio de Janeiro remodelou e dividiu o tabuleiro da direita catarinense, enquanto união da esquerda, assim como em 2022, busca vaga em meio a favoritos.
Por Caroline Borges, Ânderson Silva, g1 SC e NSC
A entrada do vereador carioca Carlos Bolsonaro na disputa ao Senado em Santa Catarina dividiu o PL e tornou a eleição a principal atração no estado.
Carol De Toni teve o nome questionado no PL, mas recebeu apoio de Michelle Bolsonaro após ameaçar concorrer por outro partido.
Apos ser preterido da chapa do PL por Flávio Bolsonaro, Esperidião Amin aliou o PP ao PSD, apoiando João Rodrigues para o governo catarinense.
Os três lideram a intenção de voto nas pesquisas para as duas vagas, mas Décio Lima (PT), da frente de esquerda, também aparece entre os mais bem posicionados.
Historicamente coadjuvante, a eleição para o Senado em Santa Catarina virou o centro das atenções neste ano com a entrada de Carlos Bolsonaro na disputa. A vinda do carioca, rotulado como "forasteiro" pelos adversários, desencadeou um racha interno no PL e na direita catarinense nos meses que antecederam as definições dos candidatos.
Com a primeira vaga pré-definida para o "filho 02" do ex-presidente Jair Bolsonaro, apoios e coligações no estado também foram moldados, empurrando a própria disputa pelo governo catarinense para o segundo plano naquele momento.
Divulgada na quinta-feira (25), a segunda pesquisa Quaest da eleição deu novos contornos na indefinição: Carol De Toni (PL) tem 17% das intenções de votos, Carlos Bolsonaro obteve 16%. Atrás, está Esperidião Amin (PP), com 15%. Tecnicamente, os três estão empatados.
Ao adicionar o quarto colocado na disputa, Décio Lima (PT) que tem 10% dos números, a indefinição segue. Isso porque, pelo levantamento, Carlos, Esperidião e Décio também estão empatados.
Ainda nos dados da última pesquisa Quaest, os números mostraram que 38% dos eleitores ainda podem mudar de voto até o dia 4 de outubro, enquanto 62% dizem que a escolha é definitiva.
Primeira colocada numericamente na pesquisa, Carol de Toni teve o nome questionado na disputa dentro do próprio Partido Liberal (PL) no começo de 2026, ainda na época de pré-campanha. Com o pouso de Carlos em Santa Catarina, a legenda começou a cogitar reservar as cadeiras para o vereador carioca e Amin, numa tentativa de uma coligação com o Progressistas (PP).
Em fevereiro, a deputada federal eleita com a maior votação do estado em 2022 anunciou que sairia do PL para concorrer por outra legenda à vaga diante da negativa pelo partido. Nessa dança das cadeiras, Carol recebeu apoio de Michelle Bolsonaro, esposa de Jair Bolsonaro e madrasta de Carlos.
Amin foi alçado como outro nome à direita, já que o plano inicial de articulação previa que o governador Jorginho Mello, presidente do PL catarinense e candidato à reeleição, indicaria o nome de Carol de Toni, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro indicaria o de Esperidião Amin para a disputa ao Senado.
No entanto, Amin foi escanteado publicamente pelos liberais quando Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da república pelo PL, usou as redes sociais para confirmar que os nomes para a corrida em Santa Catarina seriam o do irmão e o de Carol.
Amin, que é presidente do PP em terras catarinenses, escolheu, então, coligar com o PSD e anunciou apoio a João Rodrigues ao governo, afastando-se de Jorginho, mas defendendo voto em Flávio Bolsonaro à presidência.
Após construir uma carreira de sete mandatos como vereador no Rio de Janeiro, Carlos mudou seu título eleitoral para Santa Catarina em dezembro de 2025.
O movimento atendeu à legislação, mas serviu como recado tanto para apoiadores e como opositores de que seria ele a escolha número 1 ao Senado pelo PL e um movimento do partido para aumentar o número de cadeiras no Congresso Nacional a partir de 2027.
Com a chapa do PL "fechada", Amin compôs a coligação de partidos que também não encontraram espaço no Partido Liberal, a exemplo de MDB e PSD. O deputado estadual Lunelli (MDB) se candidatou ao Senado e foi aposta de voto casado.
Na esquerda, que busca ocupar uma vaga no Senado após anos, a aposta foi em Décio Lima (PT), segundo colocado nas eleições ao governo em 2022 e que se aproveitou muito dos vários candidatos de direita naquela disputa, com nomes do PL, União Brasil, PP e Republicanos.
A situação é semelhante em 2026. Em composição de chapa com Afrânio Boppré (PSOL), a esquerda se unificou em torno das candidaturas buscando avançar em meio à pulverização de nomes da direita.
What to Watch
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Eleitores definirão voto até 4 de outubro.
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