
Polêmica envolve a cessão do delegado Fábio Shor para o gabinete de Alexandre de Moraes durante julgamento de recursos
A defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, contesta a presença do delegado da PF Fábio Shor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, alegando conflito de interesses no julgamento de recursos sobre a 'minuta do golpe'.
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Filipe Martins foi condenado por suposta participação na elaboração da 'minuta do golpe' durante o governo Bolsonaro. O caso tramita no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A presença de delegados da Polícia Federal em gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal, um dos temas da tensa sessão da corte na manhã desta terça-feira (15), foi objeto de polêmica também durante o julgamento da tentativa de golpe por bolsonaristas.
A defesa de Filipe Martins, ex-assessor da Presidência no governo de Jair Bolsonaro, criticou o o fato de o delegado da PF Fábio Shor, que participou das investigações que o atingiram, ter sido cedido para o gabinete de Moraes durante a fase de julgamento dos embargos. O argumento é que isso gerou um conflito de interesses e um desequilíbrio no caso.
Shor foi nomeado em março para o gabinete do ministro, após pedido do próprio Moraes. Ele permanecia ligado ao relator em abril, quando a defesa de Martins apresentou embargos contra a condenação do ex-assessor.
Segundo a defesa, o delegado, na prática, ajudou a examinar recurso contra a investigação que ele próprio havia conduzido. Shor teria sido chamado por Moraes a se manifestar sobre as críticas feitas pelos advogados à sua atuação.
Martins ,atualmente preso em Ponta Grossa (PR), foi condenado por ter ajudado a elaborar a chamada "minuta do golpe" para Bolsonaro, o que ele nega.

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