
As eleições estaduais deste domingo (4) devem consolidar a força de políticos experientes, com avanço da direita e do centrão em diversos estados, enquanto a esquerda tenta manter seu reduto no Nordeste diante de disputas acirradas em estados como Bahia, Ceará e Pernambuco.
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As eleições estaduais de 2026 ocorrem em um contexto de polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro, com partidos tentando equilibrar lealdades locais e nacionais. Em 2018, houve alta renovação com muitos candidatos sem experiência previa, enquanto em 2022 prevaleceu a volta de políticos com trajetória institucional.
As eleições estaduais neste domingo (4) vão, mais uma vez, coroar a força de políticos conhecidos, com experiência em cargos públicos e estruturas partidárias consolidadas. Ao mesmo tempo, devem marcar uma ascensão da direita e de partidos do centrão no comando de governos estaduais.
A disputa pode acabar no primeiro turno em até 16 estados e no Distrito Federal, onde despontam governadores em reeleição, ex-governadores e ex-prefeitos.
No campo da direita, o PL aparece como o partido com mais chances de vencer nos estados. A sigla que elegeu apenas dois governadores em 2022 agora disputa com nomes competitivos em nove estados, e pode vencer ainda no primeiro turno em Santa Catarina, Roraima e Rio Grande do Sul.
A legenda deve disputar o segundo turno em grandes colégios eleitorais como Rio de Janeiro e Paraná. Assim, deve manter mobilizada a base bolsonarista nestes estados para a disputa presidencial, que caminha para um embate direto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Partidos do centrão também devem ganhar espaço no comando de governos estaduais. O Republicanos, que tem dois governadores, pode fechar uma espécie de cinturão conservador no Sudeste, onde disputa com chances de vitória em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
A federação União Progressista desponta com candidatos competitivos em seis estados e no Distrito Federal. O PP chegou a quatro governadores após ascensão de vices e migrações partidárias.
Entre os que podem vencer ainda no primeiro turno pela legenda estão Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul, e Celina Leão, no Distrito Federal, apoiadores de Flávio Bolsonaro. Lucas Ribeiro, na Paraíba, é aliado do presidente Lula.
No União Brasil, os três nomes com chances de vitória focaram as disputas estaduais, evitando tomar posição no embate nacional entre lulistas e bolsonaristas. É o caso de Allyson Bezerra, no Rio Grande do Norte, ACM Neto, na Bahia, e Dorinha Seabra, no Tocantins.
A esquerda trabalha para manter o Nordeste como principal reduto eleitoral. Há quatro anos, o PT elegeu quatro governadores, que se somaram a dois do PSB que se reelegeram naquela eleição. Agora, a perspectiva é que, no melhor dos cenários, a esquerda faça cinco governadores na região.
Mas não será uma tarefa fácil. Os governos petistas enfrentam desgastes na Bahia e no Ceará, estados em que a eleição deve ser definida por margem apertada. Os governadores Jerônimo Rodrigues (PT) e Elmano de Freitas (PT) contam com a força de Lula para superar os adversários.
Em Pernambuco, João Campos (PSB) também aposta no apoio do presidente Lula para prevalecer sobre a governadora Raquel Lyra (PSD), em mais um estado onde a eleição deve ser disputada voto a voto. No Piauí, Rafael Fonteles (PT) desponta como favorito.
Fora do Nordeste, a esquerda tenta chegar ao segundo turno em quatro unidades da federação com Patrus Ananias (PT-MG), Leandro Grass (PT), Juliana Brizola (PDT-RS), Requião Filho (PDT-PR). Mas as pesquisas deste sábado (3) indicam que os adversários podem vencer já no primeiro turno em Minas Gerais, Distrito Federal e Rio Grande do Sul .
Os partidos de centro tentam manter o histórico de forte presença nos governos estaduais, um padrão desde a redemocratização. O MDB trabalha para permanecer à frente dos governos de Goiás, Pará, Alagoas e Espírito Santo, mas enfrenta um cenário incerto nos três últimos.
O PSD, que tem quatro governadores, busca manter o protagonismo nos estados após uma campanha presidencial conturbada, na qual a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência não decolou.
A sigla tenta se manter à frente dos governos de Pernambuco, Sergipe e Paraná, desponta como favorita no Maranhão, Amazonas e Amapá, além de apostar suas fichas na eleição de Eduardo Paes no Rio de Janeiro.
Já o PSDB, que perdeu espaço no Congresso Nacional e não lançou candidato à Presidência, tenta voltar ao jogo nos estados com as candidaturas de Ciro Gomes no Ceará, João Henrique Caldas em Alagoas, Marconi Perillo em Goiás e Vicentinho no Tocantins.
Entre os primeiros ou segundos colocados nas pesquisas, há 17 governadores em reeleição, 9 senadores, 3 ex-governadores, 3 deputados federais, 3 estaduais e 14 ex-prefeitos.
Apenas dois candidatos entre os favoritos nunca ocuparam cargos eletivos: Maria do Carmo Seffair (PL), empresária bolsonarista que disputa o governo do Amazonas, e Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB) que concorre no Maranhão com a força do sobrenome.
O senador Cleitinho, líder nas pesquisas em Minas, é um dos poucos favoritos sem passagem prévia pelo Poder Executivo –ele foi vereador e deputado estadual antes de chegar ao Senado. Adversários apontam a inexperiência do candidato, que minimiza as críticas.
A expectativa é de uma eleição distinta de 2018, quando houve uma alta renovação em meio a uma onda antipolítica. Naquele ano, sete dos governadores eleitos não tinham experiência anterior em administração pública e disputavam uma eleição pela primeira vez.
O cenário se inverteu quatro anos depois, com a prevalência de políticos com trajetória na política institucional e um país dividido entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A polarização segue presente em boa parte dos estados neste ano, mas não organiza de maneira uniforme as eleições para governador. Em quatro estados —Acre, Mato Grosso, Roraima, Santa Catarina—, os dois principais candidatos estão alinhados ao campo bolsonarista.
Em estados do Nordeste, candidatos da centro-direita evitaram embates com Lula, ficaram neutros na eleição presidencial e estimularam o voto cruzado.
Dentre todas as unidades da federação, apenas o Rio Grande do Norte tem chance de um embate direto entre PT e PL no segundo turno.
AI outlook — possibilities, not facts
O PL vencerá no primeiro turno em Santa Catarina, Roraima e Rio Grande do Sul.
Likely · Within days
O Republicanos fechará um cinturão conservador no Sudeste com vitórias em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
Possible · Within days
A esquerda manterá entre quatro e cinco governadores no Nordeste.
Possible · Within days

A Quaest survey released shows Doutor Daniel, from Podemos, with 44% of voting intentions for governor of Pará, against 31% for Hana Ghassan, from MDB. Considering only valid votes, Daniel has 57% and could win in the first round, according to the institute.

The Brazilian presidential race was marked by tepid campaigns, artificial intelligence avatars, crises in the STF and corruption scandals involving Banco Master and parliamentary amendments.

Flávio Bolsonaro, senator from Rio de Janeiro and son of former president Jair Bolsonaro, is trying to consolidate himself as his father's political heir while facing investigations by the Federal Police for alleged corruption in the Dark Horse case and for an amendment linked to militia members, in addition to a history of denunciation for the 'rachadinha'.

Sergio Moro, from PL, leads with 37% of voting intentions in the first round according to the Quaest survey in Paraná, followed by Sandro Alex (PSD) with 15% and Requião Filho (PDT) with 21%. After a margin of error, Moro varies between 34% and 38%, while Alex and Requião are technically tied. Valid votes show Moro with 43%.

A Quaest survey released shows Cleitinho Azevedo, from the Republicans, with 54% of the valid votes for the government of Minas Gerais, potentially winning in the first round. Patrus Ananias (PT) has 23%, Alexandre Kalil (PDT) 10% and Flávio Roscoe (PL) 6%, all within the margin of error.

The electorate in the Ribeirão Preto region will have 1,835,060 people eligible to vote in the 2026 elections, a reduction of 2.6% compared to 2022. Forty-three of the 66 cities saw a drop in the number of voters, with emphasis on Santa Rosa de Viterbo (-8.94%). Three municipalities have more registered voters than residents: Rifaina, Santa Cruz da Esperança and Restinga. Almost one in four voters is 60 years old or over, reaching a third in Cássia dos Coqueiros. The four largest cities concentrate 48.5% of the regional electorate.