
Suspeito foi capturado com arma, munições e drogas no interior do Ceará; vítima relatou que agressões começaram após o homem ver mensagens sobre término.
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A vítima mantinha um relacionamento de cerca de 7 anos com o agressor e já havia sido alvo de violência anterior.
Um homem de 27 anos, preso por manter em cárcere privado a companheira, torturar e tentar matá-la, foi encontrado pela polícia com uma arma de fogo, munições e drogas, em Alto Santo, no interior do Ceará. A mulher sofreu 12 facadas na ação criminosa.
O g1 optou por não divulgar o nome dele para proteger a identidade da vítima. Ele foi capturado perto de casa, em Alto Santo, nesta quarta-feira (2). A vítima foi resgatada após pedir ajuda a um familiar do suspeito, na última sexta-feira (28). As agressões aconteceram na noite do dia anterior.
Ao localizar o suspeito, a polícia apreendeu uma pistola ponto 40, 60 munições, carregadores, uma quantidade de cocaína, 280 gramas de maconha, um aparelho celular, duas facas, dentre outros itens.
Diante disso, ele também foi preso e autuado em flagrante por tráfico ilícito de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A prisão foi realizada pela Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar do Ceará.
Antecedentes criminais
Assim que tomaram conhecimento da ação criminosa, os policiais civis começaram a buscar o criminoso. Contra ele, havia um mandado de prisão, expedido pela Vara Única da Comarca de Alto Santo, pelo crime de tentativa de feminicídio.
O homem já possui antecedentes criminais por violência psicológica contra a mulher e tentativa de homicídio. Segundo os levantamentos policiais, o crime teria sido motivado pelo fato do suspeito não aceitar o fim do relacionamento.
Após a captura, ele foi conduzido à sede da Delegacia de Polícia Civil de Alto Santo, onde os procedimentos cabíveis foram realizados. Ele agora encontra-se à disposição do Poder Judiciário.
Agressões após mensagens
Conforme a vítima, as agressões começaram na noite de quinta-feira (27), após o homem encontrar uma conversa no celular dela em que ela relatava a uma amiga o desejo de ir embora para Fortaleza para recomeçar a vida.
"Ele tomou o celular de mim, viu as mensagens com a minha amiga e disse que eu iria fugir para o cemitério. Ele começou a tentar me matar enforcada, quando chegou perto do armário pegou a faca e começou a me golpear. Eu fingi que estava morta", relatou a mulher.
Ainda segundo a vítima, enquanto ela sangrava caída no chão da residência, o agressor ficou arrumando as roupas dele. Em determinado momento, ela desmaiou e acordou no dia seguinte, ouvindo a parente do suspeito chamando por ele.
"Não sei que horas ele saiu. Só sei que começou em uma quinta, umas 10 da noite e só consegui socorro na sexta-feira, 10 horas da manhã, quando a avó dele apareceu na calçada e eu pedi ajuda a ela para chamar uma ambulância, que eu estava toda esfaqueada", disse a vítima.
A Polícia Militar foi acionada e quando os agentes entraram na casa encontraram a mulher trancada dentro do quarto, com vários ferimentos pelo corpo.
A mulher foi socorrida por uma ambulância e levada a um hospital da região. Ela foi atingida na cabeça e em outras partes do corpo. Dois golpes perfuraram o estômago e o pulmão da vítima, que teve que passar por cirurgia.
Ainda de acordo com a mulher, ela se relacionava com o suspeito há cerca de 7 anos e já havia levado 11 facadas dele em um ataque anterior. Após o primeiro episódio de violência, ela conseguiu uma medida protetiva contra o homem e foi morar com uma amiga. No entanto, retomou o relacionamento.
"Foi Deus quem salvou minha vida e tenho muito medo dele [agressor] querer fazer de novo. [...] A gente acredita na mudança dos outros, só não acredita na nossa", disse a vítima.

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