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A decisão foi assinada pelo juiz Luiz Guilherme Carvalho Guimarães, que revogou a medida de acolhimento e determinou a reintegração imediata das crianças ao núcleo familiar. Os pais, uma mulher de 32 anos e um homem de 35 anos, haviam sido presos em flagrante por abandono de incapaz, mas foram liberados após audiência de custódia.
Segundo os autos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) havia se manifestado pela manutenção das crianças em abrigo até que os pais apresentassem vínculo empregatício formal e realizassem exames toxicológicos. No entanto, o magistrado considerou o parecer da equipe psicossocial do Judiciário, que realizou visitas à residência e à instituição de acolhimento.
O relatório técnico apontou a existência de vínculo afetivo entre os pais e os filhos e concluiu que o episódio ocorreu em razão de uma falha de supervisão, sem indícios de maus-tratos ou negligência contínua. Os profissionais também constataram que a casa estava organizada e abastecida com alimentos.
Na decisão, o juiz destacou que a permanência das crianças no acolhimento poderia resultar na separação dos irmãos, devido à baixa disponibilidade de famílias aptas a receber grupos numerosos. Segundo ele, a preservação do vínculo fraternal deve ser considerada prioridade diante dos impactos emocionais que uma eventual separação poderia causar.
Para o retorno das crianças ao lar, a Justiça estabeleceu uma série de medidas de acompanhamento. Os pais estão proibidos de deixar os filhos sem supervisão de um adulto e deverão participar de avaliação e possível tratamento para uso nocivo de álcool por meio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
Além disso, o Conselho Tutelar realizará visitas periódicas sem aviso prévio, enquanto a equipe técnica do Judiciário fará avaliações quinzenais. O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) também acompanhará a família por meio de um plano de fortalecimento dos vínculos familiares e orientação social.
A Secretaria Municipal de Assistência Social foi acionada para restabelecer o benefício do Bolsa Família e incluir a família em programas de assistência. Já a rede municipal de ensino deverá garantir vagas em creches para as crianças menores e monitorar a frequência escolar dos demais irmãos.
O caso segue em acompanhamento pela Justiça e tramita sob segredo de Justiça para preservar a identidade das crianças.

O Ministério Público Federal instaurou procedimento para acompanhar se o Estado de Mato Grosso cumpre decisão judicial que determina vistorias trimestrais, retirada de estruturas de concreto e pagamento de indenização por dano moral coletivo relacionada à obra do Hospital Júlio Müller.

O Ministério Público Federal registrou R$ 893 milhões em condenações e acordos por danos ambientais no Amapá, Pará e Mato Grosso desde agosto de 2023, abrangendo 941 processos cíveis, incluindo decisões judiciais e termos de ajustamento de conduta.

A Justiça condenou a funkeira MC Pipokinha e organizadores do evento 'Esquenta do Magrão', em Corumbá (MS), ao pagamento de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos após show com conteúdo sexual explícito assistido por adolescentes.

O Ministério Público do Trabalho de Bauru notificou uma empresa terceirizada da prefeitura para cumprir cotas legais de aprendizagem e deficiência, após constatar ausência de aprendizes e falhas no preenchimento de vagas. A empresa alega que suas funções não exigem formação profissional, mas o MPT confirmou que diversas posições se enquadram na legislação. Caso não se adeque no prazo, pagará multa diária de R$ 2 mil.

Boituva e Iperó, municípios de São Paulo, aprovaram emendas às suas leis orgânicas em 2026 para reconhecer animais como seres sencientes, capazes de sentir dor, emoções e bem-estar. A medida, proposta pelo advogado Valter Pietrobom Junior após a morte do cão Orelha em Florianópolis, estabelece dever de proteção pelo poder público e população, mas não cria automaticamente novos crimes ou penas para maus-tratos.

A 14ª Vara Federal do Distrito Federal agendou audiência entre União, Discord e Ministério Público Federal para discutir medidas de segurança e moderação de conteúdo na plataforma, após falha em negociações para um Termo de Ajustamento de Conduta.