
O Ministério Público de São Paulo abriu um novo inquérito para apurar as condições gerais do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, exigindo esclarecimentos da Prefeitura sobre a instalação de um telão no antigo recinto do elefante Sandro, a gestão da bilheteria desde a gratuidade em 2026, atividades de educação ambiental, transparência administrativa, manutenção de recintos, presença de urubus e inventário de espécies, com prazo de 20 dias para resposta.
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O Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, já foi alvo de investigações anteriores do MPSP relacionadas a possíveis maus-tratos contra animais, incluindo um urso e o elefante Sandro, que foi transferido para um santuário após questionamentos sobre suas condições de vida.
Zoológico Municipal 'Quinzinho de Barros', em Sorocaba (SP) — Foto: Prefeitura de Sorocaba/Divulgação
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu um novo inquérito para apurar as condições gerais de todos os recintos do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP). O pedido de investigação foi assinado no dia 22 de setembro.
O novo documento exige que a Prefeitura de Sorocaba esclareça, em até 20 dias, ações tomadas pela administração do parque, além da prestação de contas referente a instalação de um telão no antigo recinto do elefante Sandro.
Diferente de outros processos abertos anteriormente, que focavam nos cuidados específicos com alguns animais, agora o MPSP definiu uma investigação para toda a gestão do Zoo.
A respeito do telão instalado após a transferência de Sandro para um santuário, o MP questiona a finalidade pública desta instalação e a pertinência desta despesa diante das prioridades de gastos para a conservação e bem-estar animal do zoológico.
Telão instalado no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), lembra a passagem do elefante Sandro pelo local — Foto: TV TEM/Reprodução
Outro tópico citado é a administração da bilheteria do local. Desde o início de 2026, a entrada no parque é gratuita, no entanto, o MPSP busca apurar as medidas de segurança adotadas durante o período de gratuitidade e entender se há qualquer medida de controle de visitantes.
O promotor Jorge Marum, responsável pelo caso, também exigiu esclarecimento dos seguintes tópicos:
Frequência e efetividade da realização de atividades de educação ambiental, como as visitas guiadas e visitas noturnas;
Transparência na gestão administrativa;
Atualização do processo de concessão;
Manutenção e adequação do recinto do elefante Sandro após a transferência;
Presença de urubus em alguns recintos;
Inventário com a identificação de todas as espécies acolhidas no Zoo.
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Por fim, para que a investigação siga, o MPSP cobra que a Prefeitura, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e o Ibama apresentem as documentações sobre vistorias, licenças e estudos referentes ao Zoológico Municipal Quinzinho de Barros.
Zoológico de Sorocaba completa 58 anos — Foto: Divulgação
Investigações anteriores
Em setembro de 2025, o MPSP pediu diligências para a Polícia Ambiental e explicações da Prefeitura de Sorocaba (SP) sobre um possível caso de maus-tratos contra o urso que vive no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros.
Na ocasião, o órgão público levou em consideração vídeos publicados em redes sociais que mostravam o recinto utilizado pelo urso com vários urubus.
Ministério Público dá prazo para Prefeitura de Sorocaba (SP) responder denúncia de maus-tratos contra urso no zoológico municipal — Foto: Reprodução
Já no dia 31 de agosto de 2026, o promotor Jorge Marum abriu um outro inquérito civil relacionado as condições de bem-estar do urso, porém desta vez com foco na manutenção do espaço destinado ao animal, pois este estaria, aparentemente, inadequado, pequeno, abafado, sujo e com poucas estratégias de enriquecimento ambiental.
A transferência do elefante Sandro também foi resultado de um processo que começou com um inquérito civil no Ministério Público.
Placa no recinto de Sandro, no zoo de Sorocaba, informa sobre espécie do elefante — Foto: Mariana Campos/Prefeitura de Sorocaba
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AI outlook — possibilities, not facts
A Prefeitura de Sorocaba vai prestar os esclarecimentos solicitados pelo MPSP dentro do prazo de 20 dias.
Likely · Within days
Novas investigações podem ser abertas caso as respostas da Prefeitura sejam consideradas insuficientes ou evasivas.
Possible · Within weeks

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