
Espaço reúne cerca de 300 bonecos e conta com o apoio da FAPEMA para a restauração e conservação do acervo cultural maranhense.
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O museu preserva o legado de Beto Bittencourt, pioneiro do teatro de bonecos no Maranhão falecido em 1999. O projeto foi viabilizado por edital da FAPEMA para conservação de acervos culturais.
O Museu Beto Bittencourt foi inaugurado na sexta-feira (4), no bairro Cohajap, em São Luís. O espaço reúne cerca de 300 bonecos e busca preservar a memória do teatro de animação e da cultura popular no Maranhão.
O acervo inclui bonecos confeccionados pelo artista Humberto Henrique Bittencourt, conhecido como Beto Bonequeiro, além de peças produzidas por integrantes da Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt (SACBB).
Desse total, 32 bonecos produzidos pelo artista foram restaurados por meio de um projeto apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema).
O museu também abriga a Biblioteca Mário Meireles, que possui cerca de 3 mil títulos. O projeto ainda prevê oficinas de confecção de bonecos para ampliar o acesso às técnicas e aos processos de criação do teatro de animação.
Idealizado pela pesquisadora Joana Bittencourt, irmã de Beto, o projeto “Viva! Teatro de Bonecos e Biblioteca Mário Meirelles: cultura, leitura e identidade para transformar” também permitiu organizar e valorizar outras peças do acervo da SACBB.
A iniciativa recebeu recursos do edital de Apoio a Acervos Museológicos, Históricos e Culturais do Maranhão, lançado pela Fapema em novembro de 2025. Ao todo, o edital contemplou 11 propostas. Segundo a Fundação, a iniciativa busca apoiar a gestão, a conservação, a organização e a informatização de acervos documentais, museológicos e imateriais do Maranhão.
“Nosso espaço agora virou museu. A finalidade maior da exposição é manter a exposição de Beto e manter o acervo. Isso é muito importante porque ele foi pioneiro nessa arte no Maranhão. Esse patrocínio veio viabilizar nosso trabalho”, destacou Joana Bittencourt.
A inauguração reuniu artistas, pesquisadores, produtores culturais e representantes do cenário cultural maranhense. O presidente da Fapema, Nordman Wall, participou da solenidade e do descerramento da placa do museu.
“Estamos num momento importante, inaugurando uma preservação histórica que orgulha a FAPEMA. É um espaço que reconhece o passado e inspira o futuro. Parabenizamos a professora pela iniciativa e a FAPEMA se sente honrada em poder contribuir para a preservação deste acervo”, afirmou Nordman Wall.
A atriz, professora e pesquisadora Gisele Vasconcelos destacou que o espaço pode aproximar as novas gerações dos artistas que ajudaram a construir a história cultural do Maranhão.
“Se a gente estuda a história do teatro e faz teatro é porque alguém veio antes da gente. E um deles é Beto Bittencourt. Eu digo que ele é meu padrinho. Muita gente que está começando em teatro, entrando na universidade ou em grupos nunca ouviu falar em Beto Bittencourt. Daí a importância desse memorial, onde podemos recuperar técnicas, processos, criação e história”, afirmou Gisele Vasconcelos.
A abertura do museu contou com apresentações de teatro de bonecos, mamulengo e música. Após o descerramento da placa, o público acompanhou a abertura da exposição.
A programação começou com o Arauto, apresentado por Tony Costa, diretor artístico do museu. O evento também teve a participação do poeta e compositor Joãozinho Ribeiro.
O público ainda acompanhou apresentações do Boneco Palhaço e da Flor do Mamulengo, além de trechos da peça “Cabra Marcado pra Morrer”.
Natural de Pinheiro, Humberto Henrique Bittencourt morreu em 15 de agosto de 1999, aos 36 anos. Conhecido como Beto Bittencourt ou Beto Bonequeiro, ele se tornou uma das principais referências do teatro de animação e da cultura popular no Maranhão. O trabalho de Beto com a confecção e a manipulação de bonecos contribuiu para difundir o teatro de bonecos no estado.

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