Operação de 5 mil pessoas expostas a riscos em igarapés de Rio Branco
Quick Look
- Uma operação de limpeza nos igarapés São Francisco e Batista, em Rio Branco, começou nesta terça-feira (15) para retirar cerca de 30 toneladas de resíduos por dia e reduzir riscos de alagamento.
- Os igarapés concentram mais de 5 mil pessoas em áreas de risco, segundo levantamento da Defesa Civil Municipal.
- A ação faz parte do Programa Cuidar Rio Branco e inclui atividades educativas em escolas.
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Why It Matters
Rio Branco enfrenta riscos recorrentes de enchentes devido ao descarte irregular de lixo nos igarapés, agravado pelas chuvas intensas do inverno amazônico. Levantamentos anteriores já identificaram milhares de pessoas em áreas de risco.
Igarapés São Francisco e Batista concentram mais de 5 mil pessoas expostas a riscos — Foto: Walace Gomes/g1 Acre
🚯 O descarte irregular de lixo nos igarapés é um dos problemas que agravam os riscos de alagamentos e enchentes em Rio Branco. Para tentar reduzir os impactos durante o período chuvoso, uma operação de limpeza às margens do Igarapé Batista, no Bairro da Paz, em Rio Branco, começou nessa terça-feira (15).
A previsão é retirar cerca de 30 toneladas de resíduos por dia durante os trabalhos do Programa Cuidar Rio Branco, lançado prefeitura da capital. A ação pretende alcançar oito quilômetros de extensão e seguir pelos igarapés até o Rio Acre.
Conforme a Prefeitura de Rio Branco, entre os materiais encontrados em ações anteriores estão móveis, pneus e até a carcaça de um veículo descartada dentro de um igarapé em Rio Branco. Um levantamento da Defesa Civil Municipal identificou os pontos considerados mais críticos na capital.
Ao todo, oito mananciais serão monitorados: São Francisco, na parte alta, Igarapé Judia, no Segundo Distrito, os igarapés Almoço, Batista, Dias Martins, Liberdade, Sobral e o Rio Acre, na região das Estações de Tratamento de Água (ETAs).
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Ainda de acordo com a administração municipal, os igarapés São Francisco e Batista concentram mais de 5 mil pessoas potencialmente expostas a riscos, segundo o levantamento. Nas proximidades do Igarapé São Francisco, que corta a zona urbana e vários bairros da capital antes de desaguar no Rio Acre, são:
695 imóveis potencialmente expostos;
2.780 pessoas em áreas de risco.
Já no Igarapé Batista, que passa por regiões da capital acreana como o Bairro da Paz, Parque das Palmeiras e o Conjunto dos Engenheiros, antes de desaguar no igarapé São Francisco até alcançar o Rio Acre, são:
613 imóveis potencialmente expostos;
2.452 pessoas em áreas de risco.
Além da retirada da limpeza dos igarapés, o programa vai desenvolver ações em escolas para tentar reduzir o descarte irregular de lixo. A primeira atividade está marcada para ocorrer das 8h às 14h desta quarta-feira (16), na Escola Francisca Aragão Silva, Bairro Geraldo Fleming.
Mil famílias atingidas
O problema voltou a ganhar dimensão no fim de 2025. Em fevereiro do ano passado, à época, as famílias foram retiradas pela Defesa Civil em barcos e levadas para abrigos devido ao transbordamento do Igarapé Batista que atingiu cerca de mil famílias em 17 bairros de Rio Branco.
O episódio mais recente faz parte de um histórico de enchentes e enxurradas que atingem diferentes regiões da capital acreana. Em janeiro, auge do inverno amazônico, período com maior incidência de chuvas, a cheia do Rio Acre afetou mais de 2 mil pessoas e 27 bairros na capital.
Na ocasião, a Defesa Civil informou que a previsão de chuvas para janeiro era de 287,5 milímetros, contudo, apenas nos primeiros 15 dias daquele mês foram registrados 372,2 milímetros, o que representava cerca de 129,5% acima do volume esperado.
Já em agosto deste ano, um levantamento inédito do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Rio Branco, identificou 87 áreas de risco geológico e hidrológico na capital acreana, onde vivem, aproximadamente, 44 mil pessoas.
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Open Questions
- Qual o cronograma completo da operação de limpeza nos igarapés?
- Quais medidas serão tomadas para evitar o novo acúmulo de lixo após a limpeza?
- Como será feita a educação ambiental nas escolas envolvidas?







