
Encerramento do inquérito foi defendido pelo presidente da Corte, Edson Fachin, como um caminho para arrefecer a crise interna no tribunal.
AI-generated summary
O inquérito foi aberto há 7 anos para investigar ataques e ameaças contra o STF. A investigação tornou-se um ponto central de tensão política e jurídica no Brasil.
Aberto há 7 anos para investigar ataques, ameaças e notícias falsas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o chamado inquérito das fake news acumulou, ao longo dos anos, decisões que ampliaram o alcance da investigação e geraram controvérsias dentro e fora da Corte.
Relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, o processo voltou ao centro do debate nesta semana, em meio à crise interna no STF e à discussão sobre o encerramento do inquérito.
Em abril de 2019, Moraes determinou a retirada do ar da reportagem "O amigo do amigo do meu pai", publicada pela revista Crusoé e reproduzida pelo site O Antagonista. A decisão gerou forte reação de entidades de imprensa e juristas, que a classificaram como censura prévia.
Dias depois, a decisão foi revogada. Até hoje, esse episódio é frequentemente citado como um dos momentos mais controversos do inquérito.
A investigação também foi usada para bloquear contas de influenciadores em redes sociais e determinar buscas, apreensões e e quebras de sigilo.
O inquérito levou ao bloqueio de contas em redes sociais, buscas e apreensões e quebras de sigilo de diversos influenciadores e ativistas políticos.
Entre os casos mais conhecidos estiveram investigações contra Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e outros influenciadores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Relembre nesta reportagem episódios que marcaram o inquérito:
Prisão de deputado
Em 2021, o então deputado federal Daniel Silveira foi preso após divulgar um vídeo com ameaças a ministros do STF e defesa de medidas autoritárias contra a Corte.
Embora o processo que resultou na condenação tenha seguido caminho próprio, a investigação teve origem no contexto das apurações relacionadas ao inquérito das fake news e seus desdobramentos.
Sigilo da fonte
Mais recentemente, outro caso que ganhou relevância foi o do jornalista Luís Pablo, jornalista que mantém um blog no Maranhão e que publicou reportagens sobre o suposto uso de veículo oficial ligado ao Tribunal de Justiça do Maranhão pelo ministro Flávio Dino e familiares.
Ele acabou sendo alvo de busca e apreensão autorizada por Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito.
A investigação menciona suspeitas de perseguição ("stalking") e monitoramento ilegal de autoridade.
Investigação contra partido
Outro caso que ganhou repercussão, em 2022, foi o do Partido da Causa Operária (PCO).
A sigla passou a ser investigada no inquérito após publicar críticas duras contra ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes.
O partido chegou a ter perfis em redes sociais suspensos por determinação judicial.
Vazamentos de dados de ministros
Também foi dentro do inquérito das fake news que Moraes começou a apurar acessos e vazamentos de dados fiscais sigilosos de ministros do STF e de seus familiares.
A PF chegou a cumprir mandados de busca e apreensão contra servidores em três estados.
Moraes também decretou a quebra de sigilo bancário dos investigados com o objetivo de descobrir se as informações eram vendidas.

The MPF appealed to the TRF-1 to demand that the Union, State of Acre and the Municipality of Rio Branco remove tributes to agents of the military dictatorship from public property, proposing the creation of technical commissions and a Memory Center in the capital of Acre.

Parents who expelled their teenage son from home after revealing his sexual orientation were ordered by the Court in Jaguaruna (SC) to pay compensation of R$100,000 and delete discriminatory posts.

Muriaé councilor, Antônio, was sentenced to almost four years in open prison after documents and minutes revealed incompatible travel schedules. The defense informed that it will appeal, and the City Council is awaiting an official summons.

Lawyer Kelen Cristina Ribas da Silva received an urgent protective measure in Curitiba after being attacked by her client's ex-partner in a child support case. This is the first time that the Maria da Penha Law has been applied in this way in Paraná.

For the first time in almost 11 years, Samarco and three former managers were criminally convicted for the collapse of the Fundão dam, in Mariana (MG), which occurred in 2015, following a decision by the TRF6.

Former judge Robson José dos Santos, admitted due to racial quotas, was dismissed by the Rondônia Court of Justice in February 2026 after the investigation of 12 disciplinary infractions. The defense challenges the CNJ alleging racism, irregularities and persecution.