Lula e Flávio Bolsonaro empatam em segundo turno segundo Datafolha, com crise no STF influenciando campanha
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Pesquisa Datafolha mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em segundo turno presidencial, com 46% a 44%, enquanto campanha petista cita vazamentos do caso Lulinha e crise no STF como fatores de desgaste, e bolsonaristas esperam virada após ato em 7 de Setembro na Paulista.
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Why It Matters
A disputa presidencial no Brasil envolve o presidente Lula, buscando reeleição, e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, com pesquisas mostrando empate técnico no segundo turno. A campanha de Lula enfrenta desgaste devido ao caso envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva e à crise no STF, enquanto bolsonaristas esperam virada com atos em 7 de Setembro.
A campanha do presidente Lula (PT) admitiu nesta quinta-feira (3) que a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL) pela Presidência da República está indefinida, após a pesquisa Datafolha mostrar um empate técnico entre os dois candidatos em um segundo turno.
Auxiliares do senador bolsonarista, por sua vez, dizem que o cenário é de virada e veem na crise que atravessa o STF (Supremo Tribunal Federal) um ingrediente a mais para desgastar Lula, associá-lo a Alexandre de Moraes e mobilizar o eleitorado.
No segundo turno, o presidente supera numericamente o filho do antecessor Jair Bolsonaro (PL) por 46% a 44%, um empate técnico pela margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos. No cenário de segundo turno há duas semanas, Lula tinha 47%, ante 43% de Flávio.
No primeiro turno, Lula marcou 38%, seguido de Flávio com 33% e de Augusto Cury (Avante), que subiu seis pontos e atingiu 8%.
Petistas apontam o atraso na distribuição de material de campanha e a má avaliação do governo como problemas —a pesquisa mostrou 42% de avaliação negativa, frente a 31% de aprovação. Um deles acrescenta que ainda não houve tempo suficiente para a campanha na televisão surtir efeito, e espera um resultado melhor a partir da próxima semana.
Três integrantes da campanha de Lula afirmam que o resultado apertado já era esperado e destacam, dentre as causas, os vazamentos dos inquéritos do filho mais velho dele, Fábio Luís Lula da Silva, que ficou conhecido como Lulinha, investigado sob suspeita de tráfico de influência.
Pesquisas internas feitas pelo partido também já apontavam para o crescimento de Cury. A subida de 8 pontos percentuais, no entanto, é atribuída a uma captura dos eleitores menos fiéis a Flávio. Apesar do desempenho do candidato do Avante, que desbancou Ronaldo Caiado (PSD), Cury não teria resiliência o suficiente para chegar ao segundo turno.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 125 cidades na terça-feira (1º) e quarta (2), período em que vieram à tona as novas conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A campanha do petista avalia o episódio como prejudicial e busca se afastar —Lula inclusive gravou um vídeo cobrando o STF e a PGR (Procuradoria-Geral da República) nesta quinta e defendendo que todos os suspeitos sejam investigados.
Integrantes da campanha de Flávio também compartilham da avaliação de que o momento favorece o senador e é crítico para Lula. Esperam que as pesquisas indiquem uma virada numérica do candidato do PL a partir do feriado de 7 de Setembro, quando haverá um ato contra o petista e contra Moraes na avenida Paulista, em São Paulo.
Durante transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta, Flávio comentou a crise que envolve o STF e disse que o ato poderá causar uma virada de chave porque Brasília teme mobilizações.
"Se tem uma coisa que Brasília teme é mobilização de rua, é com povo. É com insatisfação sua nas ruas", disse. "É o dia que a gente vai decidir se a gente vai dar uma arrancada para de fato buscarmos a liberdade no nosso país ou se a gente vai ficar entregue a esse mar de lama que todos estão vendo que está acontecendo aqui em Brasília."
Parte dos auxiliares do senador diz acreditar que a perspectiva positiva para Flávio é resultado de uma série de fatores recentes, incluindo o desgaste do caso Lulinha para o presidente e o escândalo entre Moraes e Vorcaro.
Outros têm uma visão divergente e atribuem uma possível virada de Flávio ao contexto geral de avaliação ruim do governo Lula —ou seja, a questões como alta do custo de vida e o endividamento da população.
Aliados de Flávio também minimizam o crescimento de Cury. Eles afirmam, nos bastidores, que se trata de uma alta sem substância, forjada em uma atuação com robôs e influenciadores nas redes sociais, o que o candidato do Avante nega.
Publicamente, porém, a orientação é não atacar o adversário por duas razões. A equipe de Flávio afirma que Cury não prejudica o senador pois cresce a partir de votos indecisos, antes distribuídos entre Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Caiado.
Além disso, o candidato do Avante reduz o teto de votos que Lula poderia alcançar no primeiro turno e é visto como uma reserva de votos de direita para o segundo turno. Interlocutores de Flávio dizem que, na segunda etapa da disputa, é o senador quem deve herdar a maior parte dos eleitores do escritor.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Flávio Bolsonaro obterá vantagem numérica sobre Lula após o ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista.
Possible · Within weeks
A campanha de Lula melhorará seu desempenho a partir da próxima semana com maior exposição na televisão.
Possible · Within weeks
Open Questions
- O ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista realmente mudará a intenção de voto?
- A campanha de Lula conseguirá reverter a avaliação negativa do governo?
- O crescimento de Augusto Cury é sustentável ou fruto de estratégias artificiais?
- O STF terá novas decisões que possam influenciar a eleição?







