
Levantamento do IBGE aponta que, em 2022, o estado tinha 59 mil pessoas com deficiência, enfrentando barreiras no mercado de trabalho e rendimento domiciliar inferior.
Dados do IBGE revelam que pessoas com deficiência no Acre possuem renda domiciliar 3,5% menor e taxa de ocupação de 31,6%, significativamente abaixo dos 48,9% registrados entre pessoas sem deficiência no estado.
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O informativo 'Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil' do IBGE analisa disparidades socioeconômicas. O estudo utiliza dados de 2022 para comparar indicadores de renda e ocupação.
Um levantamento do IBGE divulgado nesta sexta-feira (18) mostra que pessoas com deficiência no Acre têm renda 3,5% menor e enfrentam mais barreiras no mercado de trabalho.
Em 2022, o estado tinha 59 mil pessoas com deficiência. Rendimento domiciliar per capita de suas residências é de R$ 1.047, contra R$ 1.087 das demais.
Taxa de ocupação para este grupo é de 31,6% no Acre.
As pessoas com deficiência (PCDs) enfrentam mais dificuldades para acessar o mercado de trabalho e têm renda cerca de 3,5% menor do que as pessoas sem deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, enquanto o rendimento domiciliar per capita em residências com pessoas com deficiência é de, em média, R$ 1.047 por mês, aquelas sem deficiência têm renda média de R$ 1.087.
Os dados fazem parte do informativo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado nessa sexta-feira (18) pelo instituto.
As barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência para ingressar no mercado de trabalho também aparecem no nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas em idade de trabalhar que efetivamente têm uma ocupação.
Enquanto o índice era de 48,9% entre pessoas sem deficiência, chegava a 31,6% entre PCDs, uma diferença de 17,3 pontos percentuais.
Em 2022, o Acre tinha cerca de 59 mil pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais de idade, de acordo com o levantamento.
No cenário nacional, a diferença é ainda maior: a ocupação é de 29% entre PCDs, enquanto o índice entre pessoas sem deficiência era de 55,8%.
Os dados do instituto também mostram que, quando consideradas todas as fontes de renda, os rendimentos do trabalho têm participação menor no orçamento das famílias que contam com pessoas com deficiência do que naquelas sem moradores nessa condição.
Segundo Luanda Chaves Botelho, responsável pela Coordenação de População e Indicadores Sociais (Copis) do IBGE, a população com deficiência enfrenta uma série de barreiras no mercado de trabalho.
“Temos uma sequência de obstáculos que vão se colocando [para as pessoas com deficiência]. Além da barreira de conseguirem uma ocupação, essas ocupações são piores, com menor contribuição à Previdência e menos direitos de proteção social”, explica.
De acordo com o IBGE, as pessoas com deficiência estão proporcionalmente mais concentradas em atividades com rendimentos médios mais baixos, como serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação, por exemplo.

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