
Presidente iraniano adota tom desafiador na Assembleia Geral da ONU e diz que país está disposto a negociar acordo com Trump.
Em discurso na ONU, o presidente iraniano Pezeshkian afirmou que o Irã não vai se ajoelhar para os EUA, mas sinalizou disposição para um acordo com Trump e negou controle sobre os houthis.
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Declarações ocorreram durante a Assembleia Geral da ONU em meio a tensões contínuas entre Teerã e Washington.
Pezeshkian adotou um tom desafiador em seu discurso na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (24), quando afirmou que o Irã não vai se "ajoelhar" diante dos Estados Unidos. A declaração ocorreu após o presidente americano, Donald Trump, reconhecer que Washington mantém conversas com Teerã.
"Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar. Mas, instigados por Israel, impuseram essa guerra a nós. Mas não queremos continuar. São os Estados Unidos que devem decidir se querem acabar com isso", disse Pezeshkian, segundo tradução da Fox News.
O presidente iraniano afirmou ainda que seu país está disposto a chegar a um acordo com Trump para encerrar o conflito. Ao mencionar um cessar-fogo, questionou por que um acordo teria sido rompido apenas duas semanas após sua assinatura.
"Por que, apenas duas semanas após a assinatura de um acordo, eles decidiram implodi-lo?", disse.
Pezeshkian também afirmou que o Irã estaria disposto a negociar com o governo americano dentro das normas internacionais.
"Se o atual governo americano, dentro das estruturas jurídicas internacionais, quiser chegar a um acordo, perfeito. Caso contrário, antes ou depois das eleições legislativas americanas, que diferença faz para nós?", afirmou.
O presidente iraniano também negou que os houthis, grupo rebelde que atua no Iêmen e é apoiado pelo Irã, recebam ordens de Teerã.
"Eles são responsáveis por seus próprios atos", declarou Pezeshkian. "Temos contato com eles. Não há uma relação sistemática."
O movimento houthi assumiu neste mês o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, segundo Pezeshkian, em combates que deixaram centenas de mortos. O grupo também realizou ataques contra alvos na Arábia Saudita, incluindo a capital, Riad, pela primeira vez em anos.

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