
Decisão ocorreu após sessão de 11 horas; vice-prefeito Alexandre Araújo Dauage assume o cargo em definitivo
AI-generated summary
Guilherme Gonçalves enfrentava processos por irregularidades em contratos com o IGEV e gestão da saúde. A cassação foi decidida pela Câmara Municipal após 11 horas de sessão.
O prefeito de Ourinhos (SP), Guilherme Andrew Gonçalves da Silva (Podemos), teve o mandato cassado na madrugada desta quinta-feira (3) após sessão que durou mais de 11 horas.
Por 13 votos a dois, o político foi destituído do cargo depois de um ano e meio na administração da cidade.
A Câmara de Ourinhos publicou o decreto com a cassação de Guilherme Gonçalves, e com isso, a decisão do legislativo já está em vigor.
O vice-prefeito Alexandre Araújo Dauage (PL) assume de vez a prefeitura e deve ser empossado na próxima semana. Ele estava à frente do executivo durante o afastamento de Guilherme do cargo.
A cassação dos direitos políticos ainda deverá ser avaliada pela Justiça Eleitoral.
TJ havia reduzido período de afastamento do prefeito em agosto
Em decisão publicada no dia 24 de agosto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reduziu de 90 para 60 dias o período de afastamento cautelar do prefeito de Ourinhos (SP).
A redução ocorreu após um recurso apresentado pela defesa do prefeito afastado. Com a mudança, a suspensão chegaria ao fim em 30 de agosto e Guilherme poderia ser reintegrado ao cargo de prefeito no dia 31 do mesmo mês.
De acordo com o Tribunal de Justiça, o afastamento foi mantido pois a permanência do prefeito poderia interferir na produção de provas do processo. Porém, a Justiça também considerou que o período de 60 dias era suficiente para garantir a instrução da ação.
No entanto, no fim do dia 25 de agosto, a decisão foi retirada do sistema do TJ. Na época, a reportagem da TV TEM questionou o motivo e se essa retirada alteraria a data de retorno do prefeito, mas o assessoria do TJ não soube informar e esclareceu que as movimentações futuras do processo podem ser acompanhadas no site do tribunal.
Em nota, a administração municipal informou que não iria se manifestar sobre a decisão.
Relembre o afastamento
No dia 30 de junho, a juíza Alessandra Mendes Spalding, da 2ª Vara Cível de Ourinhos, havia determinado o afastamento do prefeito, Guilherme Gonçalves por 90 dias.
A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em uma ação civil pública, ajuizada em 26 de junho.
O processo começou após um inquérito reunir indícios de irregularidades no contrato firmado entre a Prefeitura de Ourinhos e o Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (IGEV), sem chamamento público.
Segundo a Promotoria, o contrato foi assinado durante a gestão do ex-prefeito Lucas Pocay (PSD) e depois prorrogado pela atual administração.
Inicialmente, o acordo previa serviços operacionais, e teria passado a incluir a contratação de professores e psicopedagogos pagos com dinheiro público. Após os aditivos, o valor total do contrato chegou a R$ 42.230.632,58.
De acordo com a ação, Guilherme prorrogou o contrato três vezes e autorizou gastos superiores a R$ 13 milhões, mesmo após um parecer contrário da Procuradoria Jurídica do município.
O Ministério Público também aponta que havia um concurso público em vigor para professores em Ourinhos, mas os candidatos aprovados não foram chamados. O afastamento foi terceira decisão judicial envolvendo Guilherme Gonçalves em quatro meses.
Em 29 de maio, ele havia sido afastado das decisões relacionadas à área da Saúde por 90 dias, em outra ação de improbidade administrativa ligada à aditivos no contrato com a Associação Beneficente de Desenvolvimento Social e Cultural para a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Pronto Atendimento (PA) Cohab, após o Tribunal de Contas suspender o chamamento público para que uma empresa gerisse as unidades.
AI outlook — possibilities, not facts
Posse de Alexandre Araújo Dauage na prefeitura na próxima semana.
Very likely · Within weeks

O candidato ao Senado Federal pela Paraíba, João Azevêdo (PSB), defendeu durante sabatina na TV Cabo Branco uma redistribuição dos recursos do SUS, afirmando que o estado recebe menos do que necessita para manter sua rede de 36 hospitais e quatro UPAs. Ele também declarou não ser contrário a privatizações, mas defendeu que a Cagepa continue pública, citando um modelo com iniciativa privada para esgotamento sanitário em 85 cidades. Sobre secretários alvos de investigações, afirmou não se arrepender das decisões e justificou sua permanência no cargo pela presunção de inocência, destacando que o MPPB encaminhou o caso à Justiça em dezembro de 2025 e o TJPB só recebeu a denúncia em maio de 2026, após ele deixar o governo.

A Prefeitura de Cuiabá anunciou a ampliação do passe livre estudantil, permitindo que alunos utilizem o transporte coletivo para atividades extracurriculares, lazer e cultura, além do trajeto escolar. A medida entra em vigor em setembro, condicionada à frequência escolar.
Coletânea de manchetes sobre investigações de corrupção, previsões climáticas da ONU, cenário eleitoral no Rio de Janeiro e debates políticos em Mato Grosso.

Candidatos ao Governo do Maranhão iniciam agendas de campanha para a eleição de 2026. O g1 lista os compromissos diários dos oito postulantes ao cargo, conforme informações enviadas pelos partidos.

O candidato ao Senado pelo Ceará, Alcides Fernandes (PL), defendeu em entrevista a redução da maioridade penal para 16 anos, o porte de armas para civis habilitados e o fim da escala de trabalho 6x1, propondo redução de impostos para empresários.

A organização 'Leaving MAGA', criada em 2024, oferece apoio a ex-apoiadores de Donald Trump que desejam abandonar o movimento. O grupo foca na desintoxicação ideológica, oferecendo suporte emocional e campanhas de conscientização em diversos estados americanos.