
Mercado é impulsionado pelo comércio eletrônico, com destaque para a atuação do Mercado Livre
A taxa de vacância de galpões logísticos de alto padrão no Brasil caiu para 3,2% no terceiro trimestre, impulsionada pelo e-commerce e liderada pelo Mercado Livre, segundo levantamento da Cushman & Wakefield.
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A taxa de vacância dos galpões logísticos de alto padrão atingiu o menor patamar em três anos, impulsionada pelo comércio eletrônico.
São Paulo A taxa de vacância dos galpões logísticos de alto padrão no país alcançou o menor nível dos últimos três anos e caiu para 3,2% no terceiro trimestre deste ano, ante 4,3% nos três meses anteriores, segundo levantamento da consultoria Cushman & Wakefield.
A queda foi puxada por uma forte demanda empresarial, principalmente do mercado de comércio eletrônico, que gerou uma absorção líquida —a área ocupada no período descontadas as devoluções— de 599 mil m² no trimestre e de 1,55 milhão de m² no acumulado do ano até setembro.
O Mercado Livre aparece em seis das nove maiores locações do período listadas pela Cushman, somando cerca de 248 mil m², volume equivalente a aproximadamente 31% de toda a área alugada no país no trimestre.
Uma das maiores plataformas de comércio eletrônico do país, a companhia ocupou integralmente os galpões BTG Log Cajamar (54,9 mil m²), do fundo BTG Log AAA Cajamar FII, o HGLG Itupeva (28,6 mil m²), do Pátria Log, e o XPEX Contagem (47,9 mil m²), em Minas Gerais, do XP Exeter II FII. Também alugou 45,4 mil m² dos 58,9 mil m² do CL Castelo Branco, em Barueri.
Principal mercado do país, o estado de São Paulo registrou absorção líquida de 439,5 mil m² no trimestre, e a vacância caiu de 3,9% para 2,7%.
Cajamar, região que concentra o maior estoque de galpões logísticos de alto padrão do país, liderou as absorções, com 192,1 mil m², seguido por Jundiaí (109,1 mil m²), Barueri (62,4 mil m²) e Embu (59,7 mil m²).
Segundo a Cushman & Wakefield, entre as locações com inquilinos identificados no estado, o setor de comércio, atacado e varejo liderou, com 183,8 mil m², seguido por logística (126,7 mil m²) e informação e comunicação (45,5 mil m²).
Enquanto Cajamar, Barueri e Jundiaí registraram grandes áreas locadas, Sorocaba e Guarulhos registraram absorção líquida negativa, o que a consultoria atribui a "movimentos pontuais de devolução", sobretudo em Guarulhos, que sofreu com baixa disponibilidade no trimestre anterior, limitando novas locações.
O estado recebeu 259,4 mil m² em novas entregas no trimestre, elevando o acumulado de 2026 para 619,9 mil m². Cajamar concentrou o maior volume (109,8 mil m²), seguido por Barueri (58,9 mil m²), Guarulhos (50,8 mil m²) e Jundiaí (28,6 mil m²), que está com vacância em 0,1%.
Com a menor disponibilidade, o preço médio no estado subiu de R$ 32,62/m² para R$ 37,42/m². Na capital, os preços ficaram em R$ 35/m². Em Cajamar foram a R$ 46,4/m², seguida por Guarulhos (R$ 44,5/m²) e Embu (R$ 38,21/m²). Campinas e Jundiaí aparecem como as alternativas mais competitivas, com preços em torno de R$ 24/m².
O indicador reflete o valor anunciado pelos proprietários para as áreas vagas, não os aluguéis efetivamente contratados. A Cushman afirma que parte da alta em Cajamar se deve à entrada de área vaga em um empreendimento caro.
"Os resultados reforçam a força do mercado paulista, que combina forte absorção, vacância reduzida e valorização dos preços, mantendo perspectivas favoráveis para ativos logísticos de alto padrão", afirma a Cushman & Wakefield.
Fora de São Paulo, Minas Gerais absorveu 70,4 mil m², com vacância de 1,6%. O Rio de Janeiro teve recuperação, com 71,9 mil m² absorvidos e vacância caindo de 12,2% para 10,3%, ainda a mais alta entre os grandes mercados. Na zona oeste carioca, 36,4% da área segue desocupada.
O cenário pode mudar nos próximos meses. Segundo a Cushman, São Paulo deve receber quase 700 mil m² até o fim de 2026, mais que o dobro do entregue no terceiro trimestre, além de 462 mil m² em 2027. Entre os maiores projetos estão o Marq Guarulhos II, em Arujá, com 245 mil m², e o WTLog Franco da Rocha, com 148 mil m².
A região de Guarulhos já dá sinais de acomodação. Teve absorção líquida negativa de 16,1 mil m² no trimestre —considerado incomum pela consultoria—, e o Parque Logístico Aero II, da Brookfield, com 50,8 mil m², foi entregue sem ocupante. Com isso, a vacância local subiu para 4%. Sorocaba também registrou saldo negativo, de 21 mil m², por causa de uma grande devolução.
AI outlook — possibilities, not facts
São Paulo deve receber quase 700 mil m² em novos galpões até o fim de 2026
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