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Bolsonaristas reagem a pedido de investigação contra ministro André Mendonça por Alexandre de Moraes
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Bolsonaristas reagem a pedido de investigação contra ministro André Mendonça por Alexandre de Moraes

Quick Look

  • Bolsonaristas reagiram ao pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para investigar André Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade no caso do Banco Master e do INSS.
  • Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Rogério Marinho, Deltan Dallagnol e Silas Malafaia criticaram Moraes, enquanto Lula defendeu integridade nas investigações e o PT tentou se distanciar do caso.

AI-generated summary

Why It Matters

O pedido de investigação contra André Mendonça foi feito por Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news, que já tramita há sete anos no STF. O caso envolve supostas irregularidades na condução do processo do Banco Master e do INSS. Bolsonaristas têm criticado frequentemente as decisões de Moraes, acusando-o de partisanship e uso político do poder judicial.

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Bolsonaristas reagiram ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que pediu, nesta quinta (3), que o colega André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O despacho foi assinado no âmbito do inquérito das fake news e encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, para providências.

O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) tentou vincular o magistrado a seu principal adversário na campanha, o presidente Lula (PT). "O Brasil é muito maior do que o ministro do Lula. Sim, Lula e Moraes vão perder porque o Brasil vai vencer", escreveu em rede social.

Posteriormente, escreveu, sem apresentar provas, que haveria articulação para uma "ação ilegal" contra ele, por parte do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de Moraes e do ministro Flávio Dino. "Caso se confirme, é a comprovação de que o Brasil virou uma várzea, terra sem lei, onde os que se acham donos do país armam farsas contra seus adversários."

Irmão do presidenciável, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que foi condenado no Supremo neste ano por coação, disse que Moraes comprova que a "única utilidade do inquérito das fake news" é perseguir. "Ditadores antes de cair sempre dobram a aposta. Não é novidade. É chegado o momento de extirpar este câncer do Brasil e mandá-lo para a cadeia pelos seus abusos de poder", disse, em rede social.

O candidato à Presidência do Novo, Romeu Zema, que tem feito campanha em cima de críticas ao Supremo, falou em "ditadura de Alexandre de Moraes" e que qualquer um que ameace o poder dele é rapidamente aniquilado. Também defendeu a prisão do magistrado.

"O mimadinho de Moraes tá nervoso. Patético", afirmou em rede social o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), ao reagir à notícia do pedido de investigação. "Mendonça tem que dar voz de prisão ao Moraes em plenário", escreveu, em seguida.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que é coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, disse em rede social que Moraes transforma um inquérito aberto há sete anos "em instrumento de poder pessoal".

Para Marinho, o ministro "recorre ao mesmo inquérito para avançar contra André Mendonça justamente quando o ministro conduz apurações que alcançam fatos graves envolvendo o próprio Moraes".

"É uma inversão intolerável de valores: quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria."

Outro aliado do bolsonarismo que criticou Moraes foi o ex-procurador Deltan Dallagnol, que é candidato ao Senado no Paraná pelo partido Novo. Ele postou que "o Brasil está colapsando diante dos nossos olhos".

"Estamos em um momento crítico da nossa República. Isso jamais aconteceu no Brasil. Moraes está usando um inquérito ilegal relatado por ele mesmo e em benefício próprio para acusar de crimes o ministro André Mendonça, o que é absolutamente ilegal", escreveu.

O pastor evangélico Silas Malafaia, também alvo de Moraes no Supremo, disse que "ou o Supremo Tribunal Federal dá um basta nesse cara ou então acabou a República".

"Quer dizer que o criminoso é André Mendonça e não Alexandre de Moraes?", disse o pastor Silas Malafaia. "Quem é o criminoso na história? Alexandre de Moraes. Comprado por R$ 130 milhões."

Nesta quinta, o presidente Lula falou pela primeira vez sobre as acusações envolvendo Moraes desde que mais conversas de Daniel Vorcaro foram reveladas, na terça (1º). Disse que chegou a hora de pessoas que atuam na vida colocarem o compromisso público à frente de seus interesses pessoais, mas não citou nomes.

"Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem com um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações", disse.

O PT tenta se distanciar do caso para evitar consequências na campanha eleitoral. O presidente do partido, Edinho Silva, afirmou na quarta (2) que a população "não suporta mais para viver nesse sistema de corrupção e privilégios". "Ninguém está acima da lei, seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do Poder Judiciário."

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • O pedido de investigação contra André Mendonça será analisado pela presidência do STF, liderada por Edson Fachin, nos próximos dias ou semanas.

    Likely · Within weeks

  • Novas declarações críticas de bolsonaristas contra Alexandre de Moraes continuarão nas redes sociais enquanto o caso permanecer em destaque.

    Very likely · Within days

  • O PT manterá sua estratégia de se distanciar publicamente do conflito entre ministros do STF para evitar associação com controvérsias judiciais durante a campanha eleitoral.

    Likely · Within months

Open Questions

  • Quais são as provas concretas de abuso de autoridade por André Mendonça apresentadas por Alexandre de Moraes?
  • O pedido de investigação terá seguimento na presidência do STF, liderada por Edson Fachin?
  • Há risco de que esse conflito entre ministros do STF afete a credibilidade da Corte?
  • O inquérito das fake news terá desdobramentos adicionais além desse pedido de investigação?

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This article was originally published by Folha Poder.

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