Padre preso por estupro é acusado de dar bebidas alcoólicas a casal
Jucelino de Oliveira, de 58 anos, atuava em igrejas de Praia Grande (SP) e foi alvo de prisão temporária.
Quick Look
- O padre Jucelino de Oliveira foi preso temporariamente em Praia Grande (SP) sob suspeita de estupro de vulnerável.
- Ele é acusado de insistir para que um casal de coroinhas consumisse álcool em sua casa antes do crime.
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Why It Matters
O padre Jucelino de Oliveira atuava em igrejas de Praia Grande e foi preso temporariamente após boletim de ocorrência.
O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso nesta sexta-feira (4) em Praia Grande. Ele é suspeito de estupro de vulnerável contra uma jovem.
Segundo a vítima, o religioso oferecia bebidas alcoólicas ao casal de coroinhas. Ela relatou que o suspeito a importunou sexualmente enquanto o namorado dela estava sonolento.
A prisão temporária foi cumprida pela Polícia Civil. A Justiça também determinou medidas cautelares de proteção, como a proibição de aproximação das vítimas a menos de 300 metros.
A Diocese de Santos informou que tomará as providências canônicas cabíveis. A defesa do padre declarou que a prisão é cautelar e não representa condenação antecipada.
O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso suspeito de estupro de vulnerável em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após oferecer bebidas alcoólicas a um casal de coroinhas e cometer o crime contra uma jovem de 19 anos. As informações constam em boletim de ocorrência, obtido pelo g1 neste domingo (6).
Segundo o documento, a jovem e o namorado, de 18 anos, frequentavam uma igreja onde o padre atuava havia aproximadamente três meses. De acordo com o relato, o casal passou a acompanhá-lo em missas realizadas em outras igrejas e também era convidado para ir à casa dele.
Ainda conforme o registro, a mulher afirmou que Jucelino costumava oferecer bebidas alcoólicas e insistia para que eles consumissem álcool, mesmo depois de ela dizer que tinha problemas com a bebida. Os nomes dos jovens, que são maiores de idade, não serão divulgados.
Em nota, o advogado João Paulo Silva Rocha, que representa o padre Jucelino, afirmou que a prisão possui "natureza temporária e exclusivamente cautelar", acrescentando que a medida "não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada".
Segundo o depoimento da jovem, em uma ocasião na casa do padre, ele deu um abraço no casal e, durante o gesto, encostou a genitália na perna dela. Em seguida, quando o namorado estava com a cabeça abaixada e aparentava estar sonolento após consumir bebida alcoólica, o homem se aproximou novamente e colocou as mãos por dentro da blusa e do sutiã dela.
De acordo com o relato, após o episódio, o padre pediu que os dois fossem para um quarto descansar. Mais tarde, ele chamou a jovem para voltar a beber com ele, mas ela recusou.
A mulher alegou também que, em outras ocasiões, o religioso ofereceu presentes e ajuda financeira, como pagar a carteira de motorista dela e comprar materiais para que ela pudesse abrir um salão de beleza. Ela afirmou ainda que o padre chegou a sugerir que o casal morasse na casa dele.
Jucelino foi preso na noite de sexta-feira (4), após a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande cumprir um mandado expedido pela Justiça.
Além da prisão, a Justiça determinou medidas cautelares para proteção das vítimas, incluindo proibição de aproximação a menos de 300 metros, de contato por qualquer meio e de frequentar locais regularmente frequentados por elas.
O padre Jucelino administra a Casa Pime, espaço em Praia Grande voltado para retiros, convivência, descanso e lazer relacionado ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime), instituto missionário nascido na Itália.
Ele celebra missas na capela São João Batista, que fica no bairro Solemar, e na igreja Nossa Senhora Auxiliadora, localizada no bairro Jardim Imperador.
Em nota, a Diocese de Santos afirmou que tomou conhecimento do cumprimento do mandado e que confia no trabalho da Justiça para o esclarecimento dos fatos. "Reafirmamos que as providências canônicas cabíveis serão tomadas", complementou.
A defesa técnica do Padre Jucelino de Oliveira informa que a prisão cumprida na noite de sexta-feira possui natureza temporária e exclusivamente cautelar, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo. A medida não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada sobre a responsabilidade do investigado.
Até o momento, a defesa não teve acesso integral à representação policial, ao parecer do Ministério Público e aos fundamentos completos da decisão. Na audiência de custódia, foi requerida a revogação da prisão e sua substituição pelas medidas cautelares já determinadas, prosseguindo a defesa na adoção das providências judiciais cabíveis.
O Padre Jucelino cumpriu a ordem judicial sem resistência e permanecerá à disposição das autoridades. A defesa manifesta absoluto respeito a todas as pessoas envolvidas, sem distinção, e confia que os fatos serão apurados com rigor, serenidade e observância das garantias legais. Solicita-se, portanto, responsabilidade na divulgação das informações, preservando-se a dignidade dos envolvidos, a presunção de inocência e evitando-se qualquer forma de prejulgamento público.
Open Questions
- Qual será o desfecho da investigação policial?
- Quais providências canônicas serão tomadas pela Diocese?







