Departamento de Justiça dos EUA defende que Trump pode vetar jornalistas na Casa Branca
Presidente norte-americano trava polêmica com imprensa após banir CNN, MS NOW e Politico. Audiência na Justiça nesta quarta (23) analisa ação movida pelos veículos.
Quick Look
- O Departamento de Justiça dos EUA defendeu que o presidente Donald Trump tem poder para vetar o acesso da CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca, citando incidentes de reportagem.
- Os veículos acionaram a Justiça por violação da Primeira Emenda.
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Why It Matters
Trump baniu jornalistas da CNN, MS NOW e Politico da Casa Branca sob alegação de divulgarem fake news e ameaçarem a segurança nacional.
Departamento de Justiça dos EUA cita 'incidentes de reportagem' e defende que Trump pode vetar jornalistas na Casa Branca
Presidente norte-americano trava polêmica com imprensa após ter banido três veículos. Audiência na Justiça dos EUA nesta quarta (23) analisa ação movida por veículos jornalísticos contra governo Trump.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou na terça-feira (22) que o presidente Donald Trump tem poder para vetar o acesso à Casa Branca dos canais CNN e MS NOW e do site Politico, um dia antes de uma audiência judicial sobre o caso.
Os três meios de comunicação denunciaram à Justiça a ordem de Trump, que proibiu na semana passada a entrada de seus jornalistas na residência presidencial como punição por divulgarem o que ele considera "fake news".
Um juiz distrital norte-americano convocou uma audiência para esta quarta-feira (23) para analisar a ação.
Em um documento apresentado ao tribunal, o Departamento de Justiça defendeu que Trump pode "controlar o acesso de repórteres a áreas presidenciais restritas, como o Salão Oval".
"O acesso à Casa Branca é um privilégio, não um direito", acrescentou, ecoando uma declaração do próprio Trump sobre o caso.
O documento judicial afirma que cartas com explicações sobre os motivos do presidente para a proibição foram enviadas na terça-feira aos veículos jornalísticos. As empresas têm até sexta-feira (25) para apresentar objeções.
As cartas mencionam vários "incidentes de reportagem" por parte dos veículos que "ameaçaram a segurança nacional e espalharam falsidades", segundo o documento. Ainda não se sabia até a última atualização desta reportagem se esses incidentes foram especificados ou se são referência às "fake news" mencionadas por Trump.
A carta enviada à rede CNN Internacional cita uma reportagem sobre os planos de Trump de construir um bunker sob o salão de baile da Ala Leste, atualmente em obras, que revelou "detalhes de construção 'ultrassecretos'", além de várias matérias sobre a guerra no Irã, segundo a emissora.
No sábado foi implementada a proibição de acesso aos jornalistas dos três meios e suas credenciais foram confiscadas.
Em sua ação conjunta, CNN, MS NOW e Politico solicitaram a suspensão urgente do veto presidencial e alegaram que a medida viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de imprensa.
"Esta proibição não poderia ser um ataque mais direto à Primeira Emenda, nem uma violação mais flagrante de nossos princípios constitucionais mais fundamentais", afirmaram as empresas jornalísticas no documento apresentado ao tribunal.
Os ataques de Trump a jornalistas não são novos. O republicano ataca repórteres que criticam sua gestão e chama a imprensa de "inimiga do povo".
O veto coincide com um momento em que seus índices de aprovação estão em baixa e o Partido Republicano enfrenta o risco de perder o controle do Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato de novembro.
What to Watch
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Empresas jornalísticas devem apresentar objeções até sexta-feira.
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